Falecido precocemente aos 43 anos, Carlos Correia era uma das maiores promessas da pintura portuguesa. O seu trabalho é feito através de uma sucessão de séries temáticas que tomam como ponto de partida, muitas vezes, a apropriação e combinação de imagens pré-existentes, que podem ir desde a fotografia de jornal à revisitação de obras-primas da história da arte. O tratamento é, frequentemente, objetivo e simples, sóbrio, quase rude, de gestos precisos e sem incursões ornamentais. Mas essa aparência repousa sobre um domínio seguro do material. Ao confrontar na mesma tela diversos tipos e temas de representação, o artista mergulha num mundo onde questiona a imagem na sua referência mimética para a colocar num outro plano simbólico. Esta pintura faz parte de uma série onde um exercício próximo da Arte Minimal, à beira da abstração, é montado, recorrendo à elaboração de um cenário de arte realista ou figurativa, neste caso o atelier do pintor. [CAAC 2020]
Exposições individuais
2005: Carlos Correia. Pintura, Galeria Pedro Oliveira, Porto, Portugal