Catarina Botelho tem desenvolvido um trabalho de investigação marcante em torno da imagem e do seu significado na contemporaneidade. Os seus trabalhos refletem criticamente sobre a condição existencial e sociopolítica atual do sujeito, destacando modos de vivência alternativos a um modelo de cidade pautado, espacial e temporalmente, por lógicas organizacionais voltadas para a eficácia instrumental e para o crescimento económico. Como acontece nesta fotografia apresentada na exposição Qualquer coisa de intermédio que decorreu no Pavilhão Branco, Palácio Pimenta (Galerias Municipais/EGEAC), em 2020, a artista evoca algumas das suas preocupações presentes, colocando o seu foco sobre terrenos baldios, ocupações precárias e clandestinas dos centros urbanos que pela sua arquitetura informal, de crescimento improvisado e orgânico, apelam a resistências e a outras possibilidades de existência na época contemporânea. [CAAC 2020]
Exposições individuais
2020: Qualquer coisa de intermédio, Pavilhão Branco – Museu da Cidade, Lisboa, Portugal
2021: Algo intermedias, Galeria Silvestre, Madrid, Espanha
Exposições coletivas
2023: DARK SAFARI: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Museu do Côa e Centro Cultural de Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de Foz Côa, Portugal
2024: PORQUÊ? — A arte contemporânea em diálogo com o pensamento de José Saramago, Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco, Portugal
Bibliografia
AA.VV, Qualquer coisa de intermédio. Lisboa: Galerias Municipais/EGEAC, 2020.
Sara & André, Manuel João Vieira, «Sentimento Safari» in DARK SAFARI: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado. Lisboa: Imprensa Nacional–Casa da Moeda, 2023, cit. p. 20, rep. p. 90, 102.