A arte de Noronha da Costa é representativa de uma geração de artistas que nas décadas de 60 e 70, consagrou a sua prática artística ao desenvolvimento de manifestações de carácter fundamentalmente experimental. Com efeito, sendo pintor e escultor, mas também arquitecto e cineasta, Noronha da Costa prosseguiu desde meados dos anos 60, um campo de pesquisa, materializado sob a forma de pinturas, esculturas, objectos e instalações, bem emblemático da renovação do panorama artístico português. Assim, na sua pintura destacou-se na criação de imagens plásticas próximas de uma figuração de cariz neo-romântico, onde pontuava a desfocagem e jogos de luz. De resto, seriam igualmente os fenómenos perceptivos, a caracterizar o trabalho de âmbito escultórico que produziu em torno de efeitos ópticos e com recurso a materiais como o espelho e o vidro fosco. [Sandra Vieira Jürgens]