Nascido em Luanda, Gustavo Sumpta vive em Lisboa. Ator, performer e artista plástico, desenvolve o seu trabalho no domínio das artes plásticas desde o final dos anos 1990. Seja na performance, escultura ou instalação, as suas intervenções aliam um sentido poético a situações de tensão, equilíbrio, limite e resistência do corpo. Não tendo nenhum gesto performativo associado, a instalação Metal Sonante (2017) não deixa de remeter para essas características do seu trabalho e para o uso de objetos «sem qualidade» nas suas obras, como pneus e outros objetos de aspeto marginal, a que recorre frequentemente nas suas performances. Realizada com navalhas, dispostas em série, esta peça propõe a presença no espaço expositivo de um objeto comum, perfeitamente integrado na arquitetura mas ainda assim estranho ao museu: de aspeto industrial, funcional, impessoal, aparentemente sem as qualidades artísticas esperadas dos objetos de arte, vive tanto do simbolismo bélico representado pela natureza do objeto como de um sentido poético que se expressa pelas variações de cada elemento e pelas sombras que impõem a presença frágil, temporária, subtil, do desenho na parede. [Sandra Vieira Jürgens]
Exposições coletivas
2023: DARK SAFARI: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Museu do Côa e Centro Cultural de Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de Foz Côa, Portugal
2025: PÓS-MUSEU: ‘A’ de Ausência – Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Museu Nacional de Etnologia, Lisboa, Portugal
Bibliografia
Sara & André, Manuel João Vieira, «Sentimento Safari» in DARK SAFARI: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado. Lisboa: Imprensa Nacional–Casa da Moeda, 2023, cit. p. 17, rep. p. 25, 32, 56.