Utilizando vários media e repensando conceptual e formalmente a linguagem da pintura, Hugo Canoilas questiona, em Ama o amanhecer e o pôr do sol, pois não existe nada mais inútil, a imposição da artificialidade na vida quotidiana e a crescente dificuldade em vivenciar experiências que superem a finitude da nossa condição. Repensar rotinas e emoções ou a noção de natureza, tanto interior como exterior, implica, como o próprio artista diversas vezes afirmou, ser absoluta e livremente um Outro. O Outro que o Eu é. Afastando-se da relação binária natureza-cultura, homem-animal, razão-emoção, eu-outro, é a identidade como diferença, o singular como múltiplo que, também para a sua obra, o artista reivindica. Um programa de trabalho que configura uma poética em devir. [CAAC 2020]
Exposições coletivas
2023: DARK SAFARI: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Museu do Côa e Centro Cultural de Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de Foz Côa, Portugal
Bibliografia
Sara & André, Manuel João Vieira, «Sentimento Safari» in DARK SAFARI: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado. Lisboa: Imprensa Nacional–Casa da Moeda, 2023, cit. p. 16, rep. p. 24, 27, 29, 48-49.