artista
Gil Heitor Cortesão
biografia
Lisboa, Portugal, 1967
título
Camuflagem, 2020
obra
Camuflagem
inventário
SC 1775
proprietário
Coleção de Arte Contemporânea do Estado
categoria
Pintura
técnica
Óleo sobre vidro acrílico
dimensões
130 x 200 cm
incorporação
Aquisição 2021 (Comissão de Aquisição de Arte Contemporânea 2021-2022)
descrição

Com uma dedicação exclusiva à prática da pintura, Gil Heitor Cortesão desenvolveu uma curiosa técnica baseada na aplicação de tinta a óleo na parte de trás de placas de vidro acrílico transparente. Esta técnica permite-lhe alterar o aspecto habitual da pintura a óleo (evitando a textura ou a marca do pincel), conferindo uma aparência gráfica e menos orgânica às superfícies pintadas. É interessante pensar na inversão natural de procedimentos que esta técnica implica – o artista tem de inverter todo o processo de execução, pensando a sucessão de camadas em função do resultado final pretendido, levando-o a trocar o princípio por aquilo que seria habitualmente o fim, e trabalhando a partir de uma ideia de avesso. Pintando a partir de imagens preexistentes (ou da mistura de elementos recolhidos a partir de vários referentes), Cortesão revela-se empenhado na manutenção dos valores modernistas e na sua expressão nos campos da arquitetura e do design. Ao assumir o acaso e o erro como parte do processo, e ao tornar visíveis linhas, escorrimentos, distorções, borrões e alterações radicais de escala, as suas pinturas constituem-se também enquanto território de exploração plástica e cromática que escapa a um aparente sentido programático. A obra Camuflagem configura-se como um excelente exemplo desse encontro entre um programa conceptual criado a partir de um referente arquitetónico e a sua quase obliteração por meio da pintura enquanto procedimento plástico. [Ana Anacleto]


Exposições individuais
2020: Bring the Boys Back Home, Galeria Pedro Cera, Lisboa, Portugal