artista
Sara Bichão
biografia
Lisboa, Portugal, 1986
título
Última guarda, 2018
obra
Última guarda
inventário
SC 1810
proprietário
Coleção de Arte Contemporânea do Estado
categoria
Escultura
técnica
Madeira, tecido, pedra, algodão, tinta acrílica e tinta permanente
dimensões
57,5 x 72,5 x 51 cm
incorporação
Aquisição 2021 (Comissão de Aquisição de Arte Contemporânea 2021-2022)
descrição

A prática artística de Sara Bichão desenvolve-se no domínio da escultura, explorando diferentes técnicas e materiais, num processo promovido por experiências sensoriais e intuitivas, muito experimental e por vezes de forte diálogo com o espaço onde é apresentado, numa extensão do seu próprio corpo. É notória uma linguagem singular, onde gestos violentos fazem tensão com a delicadeza de materiais e composições, refletindo o viver contemporâneo num mundo de equilíbrios e de confrontos. A obra Última guarda, de 2018, reflete e sintetiza as características descritas, uma escultura feita de materiais reutilizados, apresentada numa aparente frágil existência, com uma relação de diferentes materiais em tensão. Um corpo que se projeta da parede para quem observa, numa relação entre um instinto e um artifício primitivo, remetendo para o confronto entre iconografia religiosa e pagã. [Horácio Frutuoso]


Exposições coletivas
2018: Quando Somos 2, Somos Três (Sara Bichão + Manon Harrois), Fundação Portuguesa das Comunicações, Lisboa
2023: DARK SAFARI: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Museu do Côa e Centro Cultural de Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de Foz Côa, Portugal

Bibliografia
Sara Bichão e Luísa Especial (Eds.), Sara Bichão: Raiz Quadrada. Lisboa: AiR, Sistema Solar (Documenta), Paraguay, 2025, rep. p. 108.

Sara & André, Manuel João Vieira, «Sentimento Safari» in DARK SAFARI: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado. Lisboa: Imprensa Nacional–Casa da Moeda, 2023, cit. p 17, rep. p. 24, 50.

Quando Somos 2, Somos Três (Sara Bichão + Manon Harrois). Lisboa: Galeria Bessa Pereira, 2018, rep. p. 5.