Já com uma carreira consolidada e com uma presença assídua no contexto expositivo nacional e internacional, Susanne S. D. Themlitz tem vindo a desenvolver um trabalho extraordinariamente idiossincrático a partir de uma hábil e incessante ação de criação de figuras e episódios narrativos que resultam de um processo de agregação. O sentido, ou a falta de sentido, promovido por estes momentos e figuras surge justamente do ato, mais ou menos instantâneo, de decisão de justaposição de certos materiais e formas para a concepção e criação de esculturas e instalações que parecem aproximar-se do corpo do espectador, procurando habitar o seu espaço ou mesmo o seu imaginário. Na base de todo o seu trabalho reside um espírito infantil, de procura, de busca, de descoberta, de questionamento, de tentativa, de experimentação, de uma inquietação que só parece resolver-se através do jogo e da subversão dos sentidos, da subversão dos próprios processos de construção de sentido. Recorrendo – como no caso da obra Abro a janela. As montanhas afastam-se. Uma planta na minha mão – a um vasto conjunto de tipologias discursivas e ignorando divertidamente a distinção entre géneros, estilos ou disciplinas, o seu trabalho desenvolve-se sob uma variedade de meios que incluem muitas vezes (e simultaneamente) o desenho, a escultura, a cerâmica, a fotografia, a pintura e o vídeo. [Ana Anacleto]
Exposições coletivas
2023: NON FINITO: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco, Portugal
Bibliografia
Fernando J. Ribeiro, «ALIEN DREAMS» in NON FINITO: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Lisboa: Imprensa Nacional–Casa da Moeda, julho de 2023, cit. p. 18, rep. p. 35, 85.