Com um trabalho associado à herança e defesa das comunidades indígenas americanas, Jimmie Durham – que pertencia ao povo Cherokee -, possui um conjunto de obras inspiradas no livro de José Saramago, O Ano da Morte de Ricardo Reis, que o autor assumiu como uma referência para si e para a história do século XX. Partindo do ano de 1936, tece uma abordagem à modernidade e, igualmente, ao totalitarismo que contaminou a Península Ibérica e a Europa na primeira metade do século XX. A obra Vamos Morrer faz parte de um conjunto de quatro outras peças do acervo da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, integradas em 1997, que resultaram de uma residência artística que o artista e ativista realizou em Portugal, em 1995, a par da exposição intitulada História Concisa de Portugal, apresentada na Galeria Módulo, no mesmo ano, naquela que foi a primeira exibição do seu trabalho no país. [Sandra Vieira Jürgens]
Exposições individuais
1995: História Concisa de Portugal, Galeria Módulo, Porto, Portugal
2019: Jimmie Durham – Acha que minto?, Espaço Fidelidade Arte, Lisboa, Portugal
2019: Jimmie Durham – Acha que minto?, Culturgest, Porto, Portugal
Exposições coletivas
2000: Initiare, Centro Cultural de Belém, Lisboa, Portugal
2003: Continuare – Trabalhos da Coleção IAC, Bienal da Maia – Maia, Centro Comercial Venepor e Fórum da Maia, Portugal
2004: Eu, Tu, Eles, Centro de Arte e Espetáculos (CAE), Figueira da Foz, Portugal
2023: DARK SAFARI, Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Museu do Côa e Centro Cultural de Vila Nova de Foz Côa, Foz Côa, Portugal
Bibliografia
Sara & André, Manuel João Vieira, «Sentimento Safari» in DARK SAFARI. Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado. Lisboa: Imprensa Nacional–Casa da Moeda, 2023, cit. p. 18, rep. pp. 38-39, 42-43, 70.