Francisco Tropa iniciou a sua actividade artística nos anos 1990 e tem desenvolvido, desde esse momento, o seu trabalho no campo da escultura e da instalação. Usando vários materiais, objetos e dispositivos formais, tem realizado intervenções de cáracter tendencialmente cenográfico e teatral, explorando referentes da produção artística e do mundo literário, de um modo que se revela muito indirecto, abstractizante, fragmentário e livre. Todavia, são os procedimentos conceptuais, analíticos e as formas de organização sistemática, aquelas que mais se associam à apresentação dos seus acontecimentos expositivos. As suas instalações expõem tramas narrativas, dimensões espaciais e temporais, assinalam ambientes e universos ficcionais definidos por títulos e situações em que determinadas personagens são conduzidas a desempenhar acções performativas. Por vezes, existe ainda a ideia de um percurso de leitura e de observação que é feito de passos lentos, paragens e momentos de espera e revelação. [Sandra Vieira Jürgens]
Exposições individuais
2003: L´Orage, Centro de Arte Moderna – Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Portugal