artista
André Romão
biografia
Lisboa, Portugal, 1984
título
Medusa, 2021
obra
Medusa
inventário
SC 1845
proprietário
Coleção de Arte Contemporânea do Estado
categoria
Escultura
técnica
Ramo de árvore, fragmento de escultura (França séc. XVII)
dimensões
87 x 20 x 24 cm (aprox.)
incorporação
Aquisição 2022 (Comissão de Aquisição de Arte Contemporânea 2021-2022)
descrição

André Romão conta com uma obra marcada por assemblagens que envolvem um certo maneirismo, fruto de uma alteração subtil das conotações atribuídas aos materiais escultóricos, aquando da sua junção. Medusa surge com o aspeto de animal aquático, até ser reconhecido o topo de uma cabeça humana numa escultura do século XVIII. A simbiose iminente da cabeleira ondulante com os ramos secos demonstra os efeitos de uma autonegação que resume a presença humana a uma matéria incorpórea. Quando a beleza se torna motivo de vergonha e culpa, a consciência do delito irrompe como um raio, desvitalizando todo o corpo desejante. [CAAC 2022]


Exposições individuais
2021: Frieze London, Galeria Vera Cortês, Lisboa, Portugal

Exposições coletivas
2023: NON FINITO: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco, Portugal

Bibliografia
Fernando J. Ribeiro, «ALIEN DREAMS» in NON FINITO: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Lisboa: Imprensa Nacional–Casa da Moeda, julho de 2023, cit. p. 17, rep. p. 30; 31, 81.