Isabel Cordovil pertence a uma jovem geração de artistas que desenvolve um trabalho em vários media, desde a escultura, instalação, pintura e fotografia, com uma consciência crítica sobre os modelos de autoritarismo de género, religiosos, sociais e estéticos e uma posição de reivindicação sobre a identidade de género e as questões feministas. A presente obra, There won’t be any miracles for us, recorre, como muitas outras, a uma (re)significação de objetos do quotidiano ou institucionais, realizando, assim, uma crítica político-social. Dois testes de gravidez negativos, de duas amantes, são emoldurados e transformados em ícone de uma condição de género, a quem podem ser sempre negados direitos, justificados pelas leis da biologia ou da religião. O recurso à ironia e ao absurdo são linguagens cruciais no desenvolvimento do seu trabalho, revelando uma importante (re)evocação dos anos 1980, deste modelo de observação e criação na contemporaneidade da arte portuguesa. [CAAC 2022]
Exposições coletivas
2023: FRESH BREEZE: Werke aus der Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Kunstraum Botschaft, Berlim, Alemanha
2024: MICROPOLÍTICAS: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Centro de Arqueologia e Artes de Beja, Portugal
Bibliografia
Fernando J. Ribeiro, «Micropolíticas» in MICROPOLÍTICAS: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Lisboa: Maiadouro, junho de 2024, cit. p. 19, rep. p. 87.