A formação de Lea Managil em pintura e música é notória numa obra que inclui a dimensão performativa, aquando da colisão de elementos objetuais com matérias sonoras disruptivas. Scratch consiste no encontro inusitado de um dedo de silicone com um microfone, provocando a sinistra textura sonora da sua fricção. Remetido para a sua matéria objetual, o microfone perde a capacidade de projeção da voz humana, cujo glamour alimenta a indústria do espetáculo. Invertendo o contacto de Deus e Adão, Scratch abafa o diáfano da voz amplificada até ser manifestada a espessura do real, enquanto o corpo se resume a um fragmento incorpóreo. Lea Managil é também colaboradora do coletivo Las Palmas. [CAAC 2022]
Exposições coletivas
2023: NON FINITO: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco, Portugal
2024: JARRA HUMANA: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Museu de Arte Contemporânea de Elvas, Portugal
Bibliografia
Fernando J. Ribeiro, «ALIEN DREAMS» in NON FINITO: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Lisboa: Imprensa Nacional – Casa da Moeda, julho de 2023, cit. p. 14, rep. p. 76.
Francisca Portugal, «HUMANO-COISA» in JARRA HUMANA: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado. Lisboa: Imprensa Nacional – Casa da Moeda, outubro de 2024, cit. p. 9, 10, rep. p. 13, 43.