A prática artística de Maria Lino confunde-se com a sua vida ou o modo como escolheu viver, regressando no final dos anos de 1990 ao Feital, pequena freguesia de Trancoso, que a viu nascer. Confunde-se também com a associação que fundou no início dos anos 2000, a Luzlinar, que se dedica à promoção e divulgação das artes plásticas e performativas, cinema, e ao desenvolvimento de projetos artísticos experimentais focados numa prática integrante com a paisagem. O seu trabalho plástico é, regra geral, no campo da escultura sobre madeira, que Maria Lino aborda de uma forma intuitiva e em comunicação com a matéria, mas tendo como base pressupostos mentais, ideias, conceitos. Esta peça é talhada diretamente sobre madeira de castanheiro, processo que Maria Lino vê como estético e ético, e que vai sugerindo a forma final, em vez de existir um modelo prévio. [CAAC 2022]