Gabriel Abrantes tem vindo a desenvolver um corpo de trabalho que explora a linguagem cinematográfica, debruçando-se sobre temas históricos, sociais e políticos através de uma abordagem frequentemente crítica, irreverente e absurda. As suas obras em imagem em movimento alteram códigos e formatos narrativos tradicionais, muitas vezes levando-os à sua implosão, através da ironia e do humor. Abrantes apropria-se também, de forma única e idiossincrática, dos géneros cinematográficos produzidos e reproduzidos pela indústria de Hollywood, desde a comédia romântica ao filme de guerra e questiona, assim, o modo como estas narrativas visuais se constituem como um repertório ideológico concreto, moldando a consciência histórica e, em larga medida, a forma como existimos e nos comportamos em relação ao mundo que nos rodeia. A obra Drunk Ghost aborda muitas das temáticas que o artista explora nos seus filmes e vídeos, traduzindo-as para este espaço de representação bidimensional e operando uma mise-en-abyme, quer da figura do autor, quer do próprio campo disciplinar e dos espaços que a ele lhe dedicamos, que está repleta das ansiedades contemporâneas que nos interpelam a todo o momento. [CAAC 2023]
Exposições individuais
2022: Nobody Nowhere, Galeria Francisco Fino, Lisboa, Portugal
2025-2026: Limbo, Collection Lambert, Avignon, França
Exposições coletivas
2024: JARRA HUMANA: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Museu de Arte Contemporânea de Elvas, Portugal
Bibliografia
Francisca Portugal, «HUMANO-COISA» in JARRA HUMANA: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado. Lisboa: Imprensa Nacional – Casa da Moeda, outubro de 2024, cit. p. 10, rep. p. 22, 59.