Hernâni Reis Baptista vive e trabalha no Porto, onde integra o espaço independente “Sismógrafo”. A sua prática artística tem sido muito consistente ao longo de mais de dez anos, expondo com regularidade em diversos contextos, tanto independentes como institucionais, estando ainda representado em diversas coleções públicas e privadas. A sua obra relaciona diversas questões como identidade e género, cruzando-as com as suas próprias vivências e contexto, e preocupações em torno da vida contemporânea. O seu trabalho abrange a instalação e a escultura, testando ainda outras formas de dar corpo à imagem. Utiliza, frequentemente, materiais encontrados ou recuperados, como madeira, mármore, vidro ou têxtil, este último desempenhando um papel recorrente na sua investigação, explorando a relação com a pele e a sua utilização como indumentária e proteção. Recentemente, tem adicionado a maquilhagem e as suas ferramentas nas obras, explorando diferentes formas de pensar o corpo e a pele na relação com a aparência e a camuflagem: o artista aproxima o humano e o animal, através da sua pesquisa de mecanismos semelhantes de sobrevivência. Jogos confusos entre camuflagem e aparência, onde podemos encontrar violência e o seu contrário, na mesma imagem ou objeto. A obra Rampa de salto foi mostrada na exposição individual The confession of the flesh, que teve lugar na Kubik Gallery, no Porto, em 2018. [CAAC 2023]
Exposições individuais
2018: The confession of the flesh, Kubik Gallery, Porto, Portugal
Exposições coletivas
2024: JARRA HUMANA: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Museu de Arte Contemporânea de Elvas, Portugal
Bibliografia
Francisca Portugal, «HUMANO-COISA» in JARRA HUMANA: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado. Lisboa: Imprensa Nacional – Casa da Moeda, outubro de 2024, cit. p. 11, rep. p. 33, 85.