(5) 190 x 85 cm (cada)
Com uma prática interdisciplinar que abrange instalação, escultura e colagem, a obra de Nuno Nunes-Ferreira tem criado narrativas visuais que interrogam o papel dos objetos quotidianos e o seu papel como depósitos de uma memória que é pessoal, política e cultural. Com uma abordagem crítica e meticulosa à memória coletiva e ao impacto dos acontecimentos históricos na sociedade contemporânea, Nunes-Ferreira destaca-se por uma particular sensibilidade ao tempo e à materialidade, especialmente visível nos seus trabalhos de recolha e acumulação minuciosa de documentos e objetos de que O povo unido jamais será vencido (2017) é exemplo. Nesta obra, composta por autocolantes políticos originais posteriores a 25 de abril de 1974, cada elemento escolhido detém um significado particular que dialoga com uma narrativa crítica sobre a presença da política nas vidas dos indivíduos e sobre as dinâmicas de poder e esquecimento na construção da memória. No ano em que se assinalam os cinquenta anos da Revolução do 25 de abril de 1974, esta obra reforça a representação de um artista cujo trabalho explora, de forma tão consequente, a experiência dos cinquenta anos de democracia. [CAAC 2024]
Exposições individuais
2017: A qué hora comienza la revolución?, Galeria Juan Silló, Santander, Espanha
2024: Arquivo ou Caleidoscópio?, Fundação Vasco Vieira de Almeida, Lisboa, Portugal
Exposições coletivas
2018: Toma Lá Dá Cá, Galeria NovaOgiva, Óbidos, Portugal
2020: TRABALHO CAPITAL #GREVE GERAL, Centro de Arte Oliva, São João da Madeira, Portugal
2025-2026: Inquietação. Liberdade e Democracia, La Casa Encendida, Madrid, Espanha