artista
Paulo Mendes
biografia
Lisboa, Portugal, 1966
título
S – A unidade moral e religiosa, infelizmente, não existe em parte alguma, mas cada nação possui ainda uma reserva de sentimentos cuja nobreza deveríamos exaltar para não a deixar perder-se. A elite que detém esses sentimentos diminuirá cada vez mais na loucura do nosso tempo, em que a sede dos prazeres materiais e a dissolução dos costumes corromperam a riqueza e as suas fontes, o trabalho e as suas aplicações, a família e o seu valor social, 2007
obra
S – A unidade moral e religiosa, infelizmente, não existe em parte alguma, mas cada nação possui ainda uma reserva de sentimentos cuja nobreza deveríamos exaltar para não a deixar perder-se. A elite que detém esses sentimentos diminuirá cada vez mais na loucura do nosso tempo, em que a sede dos prazeres materiais e a dissolução dos costumes corromperam a riqueza e as suas fontes, o trabalho e as suas aplicações, a família e o seu valor social
inventário
SC 2035
proprietário
Coleção de Arte Contemporânea do Estado
categoria
Pintura
técnica
Acrílico e impressão sobre tela
dimensões
200 x 300 cm
incorporação
Aquisição 2024 (Comissão de Aquisição de Arte Contemporânea 2023-2024)
descrição

O trabalho artístico e curatorial de Paulo Mendes pauta-se por uma coerente ancoragem na história política das ideias. Os temas sociais, económicos e políticos têm sido objeto de uma apurada investigação e de um fazer arquivístico, além de convocar sempre outras áreas de conhecimento e parceiros de reflexão, fazendo da sua obra uma das mais relevantes na história da arte e da cultura portuguesas. Nos últimos anos, tem desenvolvido um projeto de mixed media e instalação singular, S de Saudade, sobre o regime do Estado Novo, através de narrativas visuais e criação de alter egos que convocam a memória do fascismo e a sua repercussão histórica na sociedade portuguesa. As duas pinturas e o vídeo agora propostos para aquisição apresentam-se como que uma síntese desta complexa instalação, mas simbolizam também o trabalho de permanente construção da memória deste período da recente história portuguesa. S de Saudade é, na verdade, um projeto de reflexão coletiva sobre as raízes da nossa realidade política, sendo fundamental para uma prática crítica da arte. A sua aquisição justificase pela qualidade do pensamento artístico e político, e pelo questionamento do arquivo enquanto prática de condicionamento da história. [CAAC 2024]

 

Exposições individuais
2007: S de Saudade, Retratos da Vida Portuguesa, Galeria Reflexus / Nuno Centeno, Porto, Portugal
2008: S de Saudade, Diorama da nossa História Natural, Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira, Portugal
2009: S de Saudade, au hazard Salazar, Museu Nogueira da Silva, Braga, Portugal
2015: S de Saudade, Perfilados de Medo [Instalação antológica de um arquivo intermitente], Centro Cultural Vila Flor, Guimarães, Portugal

Exposições coletivas
2020: O Palácio – 15 Anos de Arte Contemporânea, Centro Cultural Vila Flor, Guimarães, Portugal