Lisboa, Portugal, 1952
António Campos Rosado pertence a uma geração que nos anos oitenta protagoniza no campo da escultura um regresso ao trabalho em pedra, em materiais como o mármore, o granito e a ardósia, seguindo processos de execução que evidenciavam a importância do processo desde a extração da matéria-prima na pedreira até ao resultado final. Fundamental neste movimento, foi a organização dos vários Simpósio Internacional de Escultura em Pedra (Évora, 1981; Porto, 1985) e a ação da Utilpedra – Centro Técnico de Estudo e Utilização da Pedra, de João Cutileiro e António Pedroso, bem como do Ar.Co/Centro de Arte e Comunicação Visual.
Realizada em mármore, esta obra datada de 1986, apresenta uma configuração monumental e instalativa, baseada na sobreposição e arranjo de várias camadas de pedra, na forma de um muro, que é também pontuado por bustos esculpidos com maior detalhe. No interior do espaço expositivo, Muro (1986) impõe-se na arquitetura, relacionando-a com a paisagem e as marcas humanas no ambiente natural. [Sandra Vieira Jürgens]
Exposições coletivas
1987: Aquisições Recentes do Museu de Arte Moderna, Galeria Almada Negreiros, Lisboa. Museu Nacional de Arte Moderna, Casa de Serralves, Porto, Portugal.