O desaparecimento de certos traços naturais da linguagem verbal é uma das preocupações dominantes da extensa e reconhecida prática artística de Isabel Carvalho. Explorando as correspondências perdidas entre os processos fundadores da linguagem, os sons e as formas naturais, a artista inscreve a sua obra, conceptual e criticamente, numa das linhas de trabalho mais significativas da arte contemporânea internacional: a procura de uma arqueologia da linguagem que não ignora a comunicação inter-espécies. Concebida para a exposição individual Os ovários das papoilas, organizada no espaço Sismógrafo, no Porto, em 2018, a peça resulta da ação de nomear uma formação identitária, C.B. (Clara Batalha), pseudónimo que tem acompanhado a artista nos últimos anos. [CAAC 2019]
Exposições individuais
2018: Os ovários das papoilas, Sismógrafo, Porto, Portugal
Exposições coletivas
2021: Tudo o que eu quero: Artistas portuguesas de 1900 a 2020, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Portugal
2021: Memórias Futuras: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Museu Ibérico de Arqueologia e Arte, Abrantes, Portugal
2023: #Slow #Stop… #Think #Move ciclo Território #2, Fidelidade Arte, Lisboa, Portugal
2023: #Slow #Stop… #Think #Move ciclo Território #2, Culturgest, Porto, Portugal
2024: PORQUÊ? — A arte contemporânea em diálogo com o pensamento de José Saramago, Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco, Portugal
Bibliografia
AA.VV, Tudo o que eu quero: Artistas portuguesas de 1900 a 2020, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 2021, rep. p. 307.