Nota de pesar pelo falecimento do artista Guilherme Parente
A CACE – Coleção de Arte Contemporânea do Estado manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento do artista Guilherme Parente (1940-2025).
Natural de Lisboa, Guilherme Parente construiu um trajeto sólido na arte contemporânea portuguesa. A sua formação iniciou-se na Sociedade Nacional de Belas-Artes, onde foi discípulo de Roberto Araújo. Outro marco decisivo no seu percurso formativo foi a frequência da Slade School of Fine Art, entre 1968 e 1970, graças a uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian. No início do seu percurso artístico fez parte dos 5+1, um coletivo de seis artistas portugueses ativo entre o final da década de setenta e o início da década de oitenta. Tendo exposto regularmente entre o final dos anos 70 e as duas primeiras décadas do século XXI, a sua carreira foi, também, pontuada por importantes distinções, nomeadamente o Prémio Malhoa (1975) e o Prémio de Pintura da Sociedade Nacional de Belas-Artes (1989). A sua obra encontra-se representada em coleções de referência, incluindo a da Fundação Calouste Gulbenkian, a do Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado e a CACE – Coleção de Arte Contemporânea do Estado.
A produção artística de Guilherme Parente leva-nos para um território de figuração lírica, onde a cor assume um protagonismo narrativo. Nas suas obras, onde se destaca a espontaneidade do gesto e a luminosidade vibrante, surgem atmosferas oníricas, numa composição onde as formas emergem organicamente da mancha de cor. O seu trabalho revela uma sensibilidade singular na exploração da relação entre o espaço imaginado e a memória, consolidando-o como um colorista exímio no panorama artístico nacional.
À família e amigos enviam-se sentidas condolências.