Iniciada em 1997 e apresentada na sua forma definitiva em 1999, Wallenda é uma instalação que exemplifica a metodologia de João Penalva: a definição de um desafio aparentemente simples que exige um processo de resolução complexo e obstinado. O ponto de partida é a transposição da partitura de A Sagração da Primavera, de Igor Stravinsky, para o domínio do assobio.
A obra é composta por fotografias, anotações musicais crípticas e cábulas que documentam a aprendizagem do artista, acompanhados por uma linha de texto na parede que serve de metáfora temporal para o projeto, bem como por um loop de vídeo de 16 segundos que mostra o equilibrista Karl Wallenda, momentos antes da sua queda fatal, em 1978, em Porto Rico, e um analisador de espectro sonoro traduz visualmente os 30 minutos de assobio.
Wallenda é uma reflexão profunda sobre o risco, o medo e o tempo. Tal como um funâmbulo, o artista avança sobre uma linha sonora frágil, onde a possibilidade do erro é constante, transformando o ato performativo numa metáfora sobre a vulnerabilidade do corpo e da arte.
Exposições individuais
2005: João Penalva, Ludwig Museum – Museum of Contemporary Art, Budapeste, Hungria
2006: João Penalva, Irish Museum of Modern Art (IMMA), Dublin, Irlanda
2026: João Penalva: Personagens e Intérpretes, Culturgest, Lisboa, Portugal
Exposições coletivas
2000: Initiare, Centro Cultural de Belém, Lisboa, Portugal