António de Sousa trabalha, desde os anos 1990, uma obra de cariz instalativo e neoconceptual. Tal como nesta obra, a ligação que António de Sousa nos propõe entre sujeito e objeto artístico está nos antípodas de uma certa leveza interpretativa e experiencial, assumindo desde o início do processo um posicionamento de inversão ou transformação de paradigma. A irredutibilidade da obra de arte ao efeito de comunicação é, desta forma, uma característica central dos seus trabalhos. Daí a insistência na expressão e aprofundamento das ideias de paradoxo ou de absurdo como modo de construção de um universo específico na experiência da arte. [CAAC 2020]
Exposições coletivas
2010: Às Artes, Cidadãos!, Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto, Portugal