Augusto Brázio é um dos artistas mais reconhecidos da sua geração, sobretudo no que diz respeito à exploração do campo disciplinar da fotografia. Fotógrafo de matriz documental, e cujo trabalho se tem dividido entre o campo da imprensa e a realização de ensaios fotográficos onde prevalece uma sólida união entre a dimensão estética e social das imagens, Augusto Brázio confirma na série Vende-se a profundidade poética e antropológica do seu olhar fotográfico. Desta vez, não é a figura humana e o seu retrato individual ou coletivo que se apresenta, embora se mantenha presente por efeito de metonímia, mas os espaços comerciais por si antes dominados, agora abandonados em resultado das nefastas consequências da crise financeira do início da década de 2010. O preto e branco da imagem confere ainda uma densidade de leitura social que projeta este trabalho para lá da evidência dos seus referentes. [CAAC 2020]
Exposições individuais
2014: Vende-se, Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira, Portugal
Exposições coletivas
2024: MICROPOLÍTICAS: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Centro de Arqueologia e Artes de Beja, Portugal
Bibliografia
Fernando J. Ribeiro, «Micropolíticas» in MICROPOLÍTICAS: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado. Lisboa: Maiadouro, junho de 2024, cit. p. 18, rep. p. 33, 73.