Patrícia Garrido iniciou o seu percurso artístico pela pintura, no final da década de 1980, passando a dedicar-se à escultura a partir de meados da década seguinte. Tem lhe interessado a relação da escultura com o espaço arquitetónico, mas também a produção de pequenos objetos transformados, bem como a performance realizada para a câmara de vídeo. Já o tema da habitação tem ganho preponderância na obra da artista desde 1997, altura em que produz uma série de “apartamentos-tipo”, de solução abstrato-minimal, com recurso a reminiscências da sua memória pessoal e onde se apresentam simulações cromáticas (a lembrar colchões e tapetes) das divisões de uma casa. Mais recentemente, a partir de 2009, a ideia de escultura surge associada à reconfiguração dinâmica dos resíduos remanescentes desses interiores habitacionais. Esta peça é ainda herdeira dessa tarefa de reenquadrar a escultura e a sua objetualização no âmbito de uma experiência espacial, onde o que se vê também se identifica com o caminhar, entre a aproximação dos pés ao objeto e a inclinação do nosso olhar à Mobília em 15 cm, isto é, quase à superfície do chão. [CAAC 2020]
Exposições coletivas
2023: DARK SAFARI: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Museu do Côa e Centro Cultural de Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de Foz Côa, Portugal
Bibliografia
Sara & André, Manuel João Vieira, «Sentimento Safari» in DARK SAFARI: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado. Lisboa: Imprensa Nacional–Casa da Moeda, 2023, cit. p 19, rep. p. 43-44, 78-99.