Ramiro Guerreiro desenvolve uma prática artística que reforça os cruzamentos entre corpo, espaço e arquitetura, utilizando uma pluralidade de meios, incluindo publicações impressas e performance, em função de uma lógica que se enquadra nos contextos de produção e da singularidade de cada projeto expositivo. Nos seus trabalhos, o espectador ocupa um lugar central pois o apelo à experiência corporal, enquanto estratégia de confronto num determinado espaço, adquire um sentido fundamental. Um corpo que se pretende em situação. Esta obra, partilhando destas premissas, confronta-nos com as aproximações, fronteiras e hierarquias que podemos encontrar entre o objeto de arte, o objeto funcional e utilitário ou o objeto decorativo. Esta distinção, que para o artista não se reveste de particular interesse, é equacionada através de uma estrutura desenhada a partir das medidas de um MUPI. [CAAC 2020]
Exposições individuais
2019: Moi Aussi…, Galeria Lehmann + Silva, Porto, Portugal