Quando perguntaram a Adriana Proganó qual a sua opinião acerca do comprador por impulso, respondeu: “São os melhores. Acho que o impulso é algo meio animal e cósmico, o que significa pureza sem intelectualidade. É aquilo que é.” A arte que é é, e é porque é e porque quer e tem de ser. Também em Heidegger não fica claro se é o artista ou a obra que aparece primeiro. Jean Claire questiona a legitimidade do artista em fazer o que faz, mas o artista sabe que as suas obras são o que têm de ser parce que. Na linhagem objectual das obras produzidas pelo artista há um modus operandi que não tem a ver com a apreciação crítica à posteriori (Gombrich) nem ao seu sucesso formal (Kubler). Ainda Adriana Proganó, quando lhe perguntam qual a sua opinião acerca do renovado interesse pela pintura, afirma: “Tanto faz. O artista tem é que ser livre dos interesses dos outros e fazer o que o coração lhe diz”. O brilho unplugd, el duende (Llorca) e a lamp of beauty (Ruskin) são os elfs da arte que trabalham para Adriana Proganó. [Pedro Portugal]
Exposições individuais
2019: BAD BEHAVIUOUOR, Galeria da Boavista, Galerias Municipais, Lisboa, Portugal
Exposições coletivas
2023: NON FINITO: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco, Portugal
2024: JARRA HUMANA: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Museu de Arte Contemporânea de Elvas, Portugal
Bibliografia
Fernando J. Ribeiro, «ALIEN DREAMS» in NON FINITO: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Lisboa: Imprensa Nacional–Casa da Moeda, julho de 2023, rep. p. 47, 104.
Francisca Portugal, «HUMANO-COISA» in JARRA HUMANA: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Lisboa: Imprensa Nacional–Casa da Moeda, outubro de 2024, cit. p. 10, rep. p. 25, 63.