Bárbara Bulhão sabe que a Terra é azul, que é uma coisa que os artistas não sabiam até aos anos 1960, e que é transformativo porque o indigo foi sempre a cor mais rara. O artista Joaquim Rodrigo baniu o azul, outro artista inventou o Azul Klein e os gregos não tinham nome para azul. O programa artístico de Bárbara Bulhão é muito ambicioso, onde o azul é importante por causa de Gaia. É como se uma artista no futuro estivesse preocupada em retratar o zeitgeist do momento: a terra como organismo vivo e as representações que narram essa descoberta. [Pedro Portugal]
Exposições coletivas
2023: NON FINITO: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco, Portugal
Bibliografia
Fernando J. Ribeiro, «ALIEN DREAMS» in NON FINITO: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Lisboa: Imprensa Nacional–Casa da Moeda, julho de 2023, cit. p. 18 rep. p. 30, 77.