Cristina Mateus desenvolve uma atividade artística regular desde 1986. Na sua obra, a imagem fotográfica e o vídeo constituem ferramentas primordiais para fazer falar o corpo numa relação dialética de presença-ausência. Ao tomar o corpo como objeto de problematização e de questionamento da própria representação, a artista confronta-nos com um corpo performativo, sem lugar, mas que, infinitamente, procura um nome próprio. Vértice 2 assume como ponto de partida um apartamento desabitado no centro da cidade do Porto. Das janelas, varandas e pátios é possível, ao olhar, envolver a cidade. É a partir do vértice do edifício que um corpo se lança em aparente queda que não chega a acontecer. Um corpo suspenso. Uma espécie de mise en abyme. [CAAC 2020]