Atualmente a viver e a trabalhar em Lisboa, Pedro Henriques tem-se aproximado da prática da pintura através de um continuado questionamento sobre as suas condições enquanto disciplina e sobre as suas possibilidades enquanto território crítico. Com uma ampla investigação em torno da problemática da imagem e do seu comportamento, extensão, domínios e limites, o artista recorreu, numa primeira fase do seu percurso, ao uso mais tradicional da fotografia para rapidamente se interessar pela utilização desta enquanto matéria. Recorrendo à construção de objectos tridimensionais que funcionam como suportes para a aplicação ou de imagens digitais (muitas vezes construídas ou manipuladas pelo próprio) ou de variados procedimentos pictóricos, o artista constrói formas híbridas (entre a escultura e a pintura) permitindo à imagem a assumpção de uma corporalidade, de uma presença física e matérica no espaço expositivo. Pedro Henriques foi nomeado em 2013 para o Prémio Novos Artistas Fundação EDP e em 2014 foi um dos vencedores do Prémio Novo Banco Revelação. A obra seleccionada, com o título Fecundação, esteve presente na sua exposição individual na Galeria ZDB, em Lisboa, e afirma o carácter idiossincrático deste universo confirmando-o como um dos mais interessantes artistas da sua geração. [Ana Anacleto]
Exposições individuais
2019: Safari, Galeria ZDB, Lisboa, Portugal
Exposições coletivas
2023: NON FINITO: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco, Portugal
Bibliografia
Fernando J. Ribeiro, «ALIEN DREAMS» in NON FINITO: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Lisboa: Imprensa Nacional–Casa da Moeda, julho de 2023, cit. p. 17, rep. p. 49, 110.