A importância de ser amável em arte. É assim que Tomás Cunha Ferreira se apresenta como artista e músico. As suas elaborações formais, cromáticas e gráficas são o que ficou de uma encenação para uma festa Rabelaisiana pop na praia, à noite — para lá do que são intrinsecamente e validadas pelo seu pensamento artístico. Numa entrevista a Anabela Mota Ribeiro, Tomás Cunha Ferreira cita Celan que dizia que quando se fala de arte “há sempre alguém que está presente e… não presta atenção ao que se diz”. Ou o mistério das vogais de Rimbaud: “A negro, E branco, I rubro, O azul, U verde”. Um brilho amável de uma produção artística contributiva para o patchwork visual do mundo da arte. [Pedro Portugal]
Exposições coletivas
2024: JARRA HUMANA: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Museu de Arte Contemporânea de Elvas, Portugal
Bibliografia
Francisca Portugal, «HUMANO-COISA» in JARRA HUMANA: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado. Lisboa: Imprensa Nacional – Casa da Moeda, outubro de 2024, cit. p. 11, rep. p. 33, 86-87.