André Romão conta com uma obra marcada por assemblagens que envolvem um certo maneirismo, fruto de uma alteração subtil das conotações atribuídas aos materiais escultóricos, aquando da sua junção. Medusa surge com o aspeto de animal aquático, até ser reconhecido o topo de uma cabeça humana numa escultura do século XVIII. A simbiose iminente da cabeleira ondulante com os ramos secos demonstra os efeitos de uma autonegação que resume a presença humana a uma matéria incorpórea. Quando a beleza se torna motivo de vergonha e culpa, a consciência do delito irrompe como um raio, desvitalizando todo o corpo desejante. [CAAC 2022]
Exposições individuais
2021: Frieze London, Galeria Vera Cortês, Lisboa, Portugal
Exposições coletivas
2023: NON FINITO: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco, Portugal
Bibliografia
Fernando J. Ribeiro, «ALIEN DREAMS» in NON FINITO: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Lisboa: Imprensa Nacional–Casa da Moeda, julho de 2023, cit. p. 17, rep. p. 30; 31, 81.