Luísa Correia Pereira dedicou-se à gravura, ao desenho e à pintura, produzindo uma obra singular pautada pela figuração. Ativa desde a década de 1970, o seu reconhecimento institucional só aconteceria no novo século, primeiro com a exposição Fiat Lux: Paris–Lisboa, datada de 2003, organizada pela Fundação EDP, em colaboração com o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, e, mais tarde, com a exposição A convocação de todos os seres, organizada em 2014, na Culturgest. Com estas iniciativas a sua obra foi redescoberta. No contexto da arte portuguesa, a obra de Luísa Correia Pereira destaca-se pela singularidade e expressividade plástica, exuberante e pela dimensão lúdica da sua abordagem, pouco comum nas práticas artísticas da sua geração. Do seu núcleo de trabalho fazem parte importantes séries que conjugam humor, ironia, erotização, com reiteradas sugestões visuais a processos de metamorfose que situa no mundo natural e animal, território da sua eleição. Luísa Correia Pereira está presente na Coleção de Arte Contemporânea do Estado com uma obra singular de grande valor plástico pautada pela figuração, intitulada O vulcão (1999) que representa a montanha, motivo também muito presente no seu corpo de trabalho. [Sandra Vieira Jürgens]
Exposições coletivas
2024: IMAGINÁRIO COLETIVO: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Museu de Aveiro / Santa Joana, Aveiro, Portugal
Bibliografia
Sandra Vieira Jürgens, «Ecologia de uma Coleção» in IMAGINÁRIO COLETIVO: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado. Lisboa: Imprensa Nacional – Casa da Moeda, outubro de 2024, cit. p. 9, rep. p. 18, 25, 29, 31, 55.