artista
Ernesto de Sousa
biografia
Lisboa, Portugal, 1921 - 1988
título
Almada, Um Nome de Guerra, 1969-71/84
obra
Almada, Um Nome de Guerra
inventário
SC 1927
proprietário
Coleção de Arte Contemporânea do Estado
categoria
Instalação, Vídeo
técnica
Filme experimental (mixed-media). Duas projeções de filme, originais em filme de 35 e 16 mm + DVD + Ficheiro Digital. Diaporama de cerca de 600 diapositivos a cores e a preto e branco (480 duplicadas e digitalizadas) + 2 Fontes sonoras, música do compositor Jorge Peixinho e alguns trechos de uma entrevista a Almada Negreiros.
dimensões
Dimensões variáveis
incorporação
Aquisição 2023 (Comissão de Aquisição de Arte Contemporânea 2023-2024)
descrição

Ernesto de Sousa foi uma personalidade multifacetada com um papel de enorme relevância na arte portuguesa, desde a década de 1940 até ao final da década de 1980. Teve um singular contributo como curador, teórico, historiador e artista para a definição da neo-vanguarda portuguesa, e continua a influenciar gerações mais jovens de artistas. Enquanto artista, Ernesto de Sousa é responsável pela criação de obras mixed media, conceito que, na década de sessenta, se torna crucial para o seu pensamento e prática artística de uma arte total e multidisciplinar. A obra Almada, Um Nome de Guerra é uma das mais importantes e históricas da arte portuguesa por diversas razões: constitui a obra mixed media mais complexa e significativa no percurso do autor e, no âmbito da neo-vanguarda portuguesa, é um tributo a Almada Negreiros enquanto representante da vanguarda modernista e um exemplo de transição geracional na arte portuguesa; na produção da obra, foram incluídas as formas artísticas que caracterizaram aquele período, como o filme, a projeção de diapositivos, música experimental, cartazes e performance, tornando-a um exemplo único em Portugal desta abordagem e entendimento multidisciplinar da arte. A obra possui, para além de uma ampla qualidade e singularidade artística, uma notoriedade histórica. [CAAC 2023]