artista
Maja Escher
biografia
Santiago do Cacém, Portugal, 1990
título
Restituição do caudal ecológico do Rio Mira Já, 2021-2023
obra
Restituição do caudal ecológico do Rio Mira Já
inventário
SC 2026
proprietário
Coleção de Arte Contemporânea do Estado
categoria
Instalação
técnica
Canas, tecido, pigmentos da terra e cerâmica
dimensões
Dimensões variáveis
incorporação
Aquisição 2024 (Comissão de Aquisição de Arte Contemporânea 2023-2024)
descrição

Licenciada em escultura e com formação em multimédia e cerâmica, Maja Escher estudou em Lisboa, Londres e na Alemanha e trabalhou em Cabo Verde e no Brasil. Desenvolve uma prática artística muito ancorada no trabalho manual e em contacto com materiais naturais. A água, a chuva e os rios são elemento que surge com frequência nos seus trabalhos, assim como é comum nas suas instalações o recurso a canas, ferragens de cerâmica, barros, materiais compostáveis, pigmentos naturais e objetos recuperados. O seu trabalho tem também uma componente colaborativa, sendo frequentemente resultado de dinâmicas de trabalho de grupo, de campo, de residências e de projetos de investigação desenvolvidos em torno de saberes ancestrais e da cultura popular. Restituição do caudal do Rio Mira Já (2021-2023) caracteriza bem a sua prática artística e os temas e preocupações que norteiam o seu trabalho: a ecologia, a sustentabilidade, a interconetividade e interdependência entre espécies. Esta obra pertence a uma série de trabalhos em que a artista investiga a complexa teia de relações entre as dimensões ecológicas, económicas e sociais associadas ao território e à paisagem natural e humana da bacia hidrográfica do rio Mira, situada na sua região natal, o sudoeste alentejano. Iniciado a partir da residência artística “How to make it Rain (in 5 steps), realizada no Verão de 2021, na Worlding em Londres, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, resultou também na organização dos “Encontros pela Água” e projetos relacionados com o Rio Mira, motivados pela preocupação com os métodos de irrigação usados na agricultura intensiva e com as estufas no litoral alentejano, que colocam em risco o fluxo do caudal do rio e restringem o acesso aos pequenos agricultores. [CAAC 2024]

 

Exposições coletivas
2023: Chama-lhe apenas horizonte, Casa da Cerca, Almada, Portugal
2021: Como fazer chover (em 5 passos), Worlding Project com o apoio de Instituto Camões e Fundação Calouste Gulbenkian, Londres, Reino Unido