artista
Emídio Agra
biografia
Viana do Castelo, Portugal, 1968
título
K, la ville, la morgue, 2018
obra
K, la ville, la morgue
inventário
SC 3307
proprietário
Coleção de Arte Contemporânea do Estado
categoria
Instalação
técnica
Madeira, couro, latão, corda de sisal, tecido de algodão, fio de algodão e acrílico sobre madeira
dimensões
Dimensões variáveis
incorporação
Aquisição 2025 (Comissão de Aquisição de Arte Contemporânea 2025-2026)
descrição

Emídio Agra é artista plástico com formação em filosofia e pintura. Ao longo de mais de três décadas, construiu uma obra singular e consistente, marcada pela reutilização de fragmentos do quotidiano – restos de objetos descartados e materiais efémeros –, transformados em constelações poéticas e narrativas. Esses objetos, muitas vezes investidos de uma dimensão performativa, assumem-se como alegorias da experiência humana, convocando o tempo, a memória e a caducidade. A sua prática assenta numa sensibilidade particular para recolher vestígios, resíduos e fragmentos, reorganizando-os em composições que escapam à função original para se tornarem imagens mentais e dispositivos poéticos. São objetos de múltiplas configurações, espectros de coisas reconhecíveis que, despojadas da utilidade, reencontram novas possibilidades no imaginário. Essa metamorfose, feita de associações inesperadas e justaposições improváveis, confere à sua obra um lugar singular no panorama da arte contemporânea portuguesa. K, la ville, la morgue (2018) é um desses “objetos-poema”, composto por fragmentos e materiais do quotidiano transfigurados. A obra afirma um equilíbrio instável entre palavra e imagem, entre o poético e o performativo, ecoando citações e referências num espaço onde realidade e ficção se entrelaçam. [CAAC 2025]