O trabalho de Joana Escoval, que se desdobra entre a escultura, a instalação e o som, é marcado por uma investigação atenta das tensões entre o natural e o artificial, o visível e o invisível, o transitório e o duradouro. A sua produção inscreve-se num território de minimalismo expandido, em que a contenção formal se alia a uma profunda dimensão poética e simbólica. As suas obras convocam não apenas a presença física dos objetos, mas também os fluxos subtis de energia, respiração ou movimento. A obra Chuva (2018) explora a tensão entre materialidade e invisibilidade, criando uma experiência que pede a atenção e o movimento de quem a observa. À semelhança de gotas de chuva, os fragmentos repetem-se em cadência irregular, convocando uma presença frágil e insistente, na qual o brilho subtil de cada peça apenas se torna visível com o movimento do observador. [CAAC 2025]