Referência da pintura germânica desde os anos sessenta, Knoebel pratica uma abstração, baseada na composição relacional de linhas verticais e horizontais que está marcada pela herança e influência de figuras maiores da arte moderna e contemporânea: por Kazimir Malevitch, de quem herdou o formalismo espiritual, e por Joseph Beuys, de quem recebeu ensinamentos vários na Kunstakademie de Düsseldorf. À influência deste artista atribui-se por exemplo a atenção que Imi Knoebel atribui às condições e ao contexto de realização artística e à crença na função regenerativa da criatividade. No seu trabalho, o artista promove a experimentação no campo da pintura não-objetiva, desenvolvendo uma prática pictórica que coloca em evidência os seus elementos essenciais — a forma, o material, a superfície, o espaço e o suporte — e propõe tratar as questões fundamentais da arte contemporânea: o estudo e a indagação da natureza da imagem, bem como a defesa da experiência visual pura. [Sandra Vieira Jürgens]
Exposições coletivas
1989: Uma Homenagem a Joseph Beuys, Casa de Serralves, Porto, Portugal [exposição coletiva de obras gráficas de artistas internacionais patente entre junho e julho de 1989. Org.: Casa de Serralves. Apoio: SEC]
2021: Modus Operandi, Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto, Portugal [exposição comissariada por Philippe Vergne e Isabel Braga patente de 19 de outubro de 2021 a 6 de março de 2022]
Bibliografia
AA.VV., Uma Homenagem a Joseph Beuys. Porto: Casa de Serralves, 1989, fig. 22.
AA.VV., Modus Operandi. Porto: Fundação de Serralves, 2021, p. 69.