Outubro com a Coleção de Arte Contemporânea do Estado

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O acervo da CACE conta com mais de 3200 obras em diferentes suportes e técnicas. Pinturas, fotografias, esculturas, vídeos e outras métodos de produção compõem esta coleção, que está permanente movimentação – entre exposições da programação própria e exposições nacionais e internacionais que contam com estas obras.

Conheça as exposições e atividades a terem lugar em outubro que envolvem a CACE e as suas obras.

Exposições da programação da CACE

Dual Sim

1 de julho à 3 de outubro

Local: CACE – CENTRO.

Curadoria: Filipa da Rocha Nunes e Sofia Montanha.

3 de outubro: Programa de finissage com visita guiada pela exposição com a curadora Sofia Montanha às 15h e conversa com as artistas Joana da Conceição e Mané Pacheco às 15h30.

Obras dos artistas: Ana Cardoso, Ana Manso, Belén Uriel, Diogo Evangelista, Diogo Pinto, Eugénia Mussa, Gabriel Abrantes, Inês Zenha, Joana Escoval, Joana da Conceição, Joanna Piotrowska, João Pedro Vale + Nuno Alexandre Ferreira, Leonor Antunes, Luísa Correia Pereira, Luísa Jacinto, Mané Pacheco, Mauro Cerqueira, Nikolai Nekh, Nuno da Luz, Paulo Mendes, Sara Graça, Susanne S. D. Themlitz, Von Calhau!.


Chuva de Verão

11 de julho à 17 de outubro

Local: Centro de Artes de Sines.

Curadoria: Fernando J. Ribeiro e Sandra Vieira Jürgens.

13 de outubro: Visita guiada com os curadores e lançamento do catálogo.

Obras dos artistas: Alice Geirinhas, Ana Cardoso, Ana Hatherly, Ana Jotta, Andreia Santana, António Palolo, Bruno Cidra, Bruno Pacheco, Daniela Ângelo, Eduardo Batarda, Eugénia Mussa, Fernão Cruz, Francisca Carvalho, Francisco Trêpa, Helena Almeida, Hernanâni Reis Baptista, Inês Zenha, Jimmie Durham, João Ferro Martins, João Fonte Santa, Joaquim Bravo, Jorge Queiroz, José Pedro Croft, Julião Sarmento, Luís Lázaro Matos, Maria José Cavaco, Mumtazz, Paula Rego, Pedro Casqueiro, Pedro Valdez Cardoso, René Bertholo, Rigo 23, Sara Bichão, Sara Mealha, Tito Mouraz.


O Silêncio de Hefesto

25 de julho à 1 de novembro

Local: Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas

Curadoria: Vera Carmo.

31 de outubro: Evento de finissage com visita com a curadora, apresentação do catálogo da exposição e a conversa Coleções de Arte e Serviço Público: Investimento, Património e Responsabilidade Cultural com participação de Sandra Vieira Jürgens, Vera Carmo, Duarte Chaves, Bernardo Brito e Abreu, moderada por Alexandre Pascoal.

Obras dos artistas: Ana Vieira, Emily Wardill, Filipa César & Louis Henderson, Helena Almeida, Inês Zenha, Joana Escoval, João Paulo Feliciano, José Manuel Rodrigues, Lea Managil, Luisa Cunha, Manuela Marques, Mariana Vilanova & Marcelo Reis, Nuno Nunes-Ferreira, Paulo Brighenti, Pedro Tudela, Pedro Vaz, Sarah Affonso, Vanda Madureira.


Linha de Costa

10 de setembro à 3 de novembro

Local: Embaixada de Portugal/Camões Berlim.

Curadoria: Sérgio Fazenda Rodrigues.

Obras dos artistas: Armanda Duarte, Catarina Simão, Filipa César, Hugo de Almeida Pinho, Luciana Fina, Manuel Santos Maia, Maria Trabulo, Mónica de Miranda.


Circulação de obras da CACE

Joan Miró: Protest

3 de outubro de 2026 a 7 de março de 2027

Local:

Curadoria: Carles Guerra e Lauriane Gricourt.

3 de outubro: Palestra de abertura com os curadores.

Obras da CACE: Joan Miró, Sem título, 21 abril de 1934; Joan Miró, Sem título, 26 de abril de 1934; Joan Miró, Signes et figurations, 1936; Joan Miró, Sobreteixim 4, 1972; Joan Miró, Tête, 31 de dezembro de 1973.


Eu que já fui eu

14 de maio à 4 de outubro

Local: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado.

Curadoria: Paula Parente Pinto.

Obras da CACE: Maria José Oliveira, Duas gavetas de arquivo, 1996/1999; Maria José Oliveira, Manga de Casaco, 1953.


Exercises in Empathy: Spiritual Machines / Macchine Spirituali

Catholic Universities Art Triennial 2026

6 de outubro à 20 de novembro.

Local: Università Cattolica del Sacro Cuore.

Curadoria: Nuno Crespo, Elena Di Raddo e Alessandra Squizzato.

Obras da CACE: Rui Chafes e Orla Barry, Unsaid, 2001.


Félix González-Torres: Sweet Revenge

27 de maio à 12 de outubro

Local: Museo Reina Sofia.

Curadoria: Alejandro Cesarco e Nancy Spector.

1 à 12 de outubro: Visitas guiadas.

Obras da CACE: Félix González-Torres, Untitled, 1988; Félix González-Torres, Untitled (Lover’s Letter), 1991.


Exercícios em Empatia: Regressar a Casa

13 de outubro à 15 de dezembro

Local: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado.

Curadoria: Nuno Crespo, Filipa Oliveira e João Sarmento.

13 de outubro: Programa de abertura com visitas guiadas e conversa com Vanderlei Lopes, Andreia Santana e Cristián Salineros.

Obras da CACE: Helena Almeida, A Casa, 1982.


Os teus direitos, a tua voz! Cidadania e Democracia nos 50 anos do Provedor de Justiça

15 de outubro de 2026 à 30 de abril de 2027

Local: Palácio Valalva.

Curadoria: Paulo Mendes.

Obras dos artistas: Pedro Barateiro, Augusto Brázio, Paulo Catrica, Isabel Cordovil, Mattia Denisse, António Júlio Duarte, Diogo Evangelista, Priscila Fernandes, Pedro Letria, Jorge Molder, Pedro A. H. Paixão, Nuno Sousa Vieira, Júlia Ventura, Luisa Cunha e António Caramelo.


Ângela Ferreira: Here I Stand

23 de outubro de 2026 à 28 de fevereiro 2027

25 de outubro: Visita/conversa com Ângela Ferreira e Nuria Enguita.

Local: Museu de Arte Contemporânea – MAC/CCB.

Curadoria: Nuria Enguita.

Obras da CACE: Ângela Ferreira, Sites and Services (Khayelitsha, Cape Town), 1991.


Lourdes Castro – A vida como ela é

15 de setembro à 15 de novembro

Local: Galeria Municipal de Matosinhos.

Curadoria: Luís Pinto Nunes, Isabel Braga e Ricardo Nicolau.

Obras da CACE: Lourdes Castro, Sombra projetada de Cynthia, 1968.


¿De que casa eres? Territórios sem Fronteira – XXIV Bienal Internacional de Artes de Cerveira

18 de julho à 30 de dezembro

Local: Fundação Bienal de Cerveira.

Curadoria: Mafalda Santos e Manuel Santos Maia.

Obras da CACE: Carlos Bunga, Crate Painting #3, 2019.


Contadores de histórias: Jorge Queiroz, Paula Rego e Sue Williams na Coleção Serralves

22 de setembro à 31 de janeiro

Local: Centro de Artes Villa Portela.

Curadoria: Luís Pinto Nunes.

Obras da CACE: Paula Rego, Sem título, 1986.


Joan Miró + Coleção Serralves: Afinidades eletivas

13 de fevereiro de 2026 a 10 de janeiro de 2027

Local: Fundação Serralves

Curadoria: Robert Lubar Messeri.

Criar com Artistas

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Fernão Cruz e Ana Cardoso partilharam as suas técnicas de produção no contexto da exposição Chuva de Verão, patente no Centro de Artes de Sines


No passado sábado, 19 de setembro, o Centro de Artes de Sines recebeu mais uma programação com atividades de serviço educativo aberta ao público, desenvolvidas pela CACE.


Realizou-se uma visita guiada à exposição Chuva de Verão, um projeto expositivo da Coleção de Arte Contemporânea do Estado que, a cada verão, se instala num território português com tradição balnear. Esta visita explorou a exposição e os seus temas com especial atenção às obras Excalibur (safe place), (2018), de Fernão Cruz, e In And And, (2016-2019), de Ana Cardoso. Procurou-se explorar a questão: Que materiais podem ser utilizados na arte contemporânea?


CRIAR COM ARTISTAS – Fernão Cruz e Ana Cardoso


Fernão Cruz (Lisboa, 1995) é um artista cujo trabalho cruza pintura e escultura através de uma linguagem visceral e irónica, que desenvolve narrativas pictóricas densas e gestuais onde a pintura se estende à escultura, fazendo transbordar da tela figuras e objetos que invadem e confrontam o espaço físico.

Ana Cardoso (Lisboa, 1978) é uma artista cujo trabalho desconstrói as convenções formais da pintura abstrata geométrica, transformando a superfície pictórica num objeto tridimensional que tensiona os limites físicos do suporte.


Nestes workshops, os artistas Fernão Cruz (Lisboa, 1995) e Ana Cardoso (Lisboa, 1978) ensinaram e partilharam algumas das suas técnicas de trabalho. Partindo das obras Excalibur (safe place), (2018) e In And And, (2016-2019), presentes na exposição Chuva de Verão, os artistas disponibilizaram alguns dos objetos, ferramentas e práticas que costumam utilizar, para que o público pudesse explorar, em conjunto, a sua forma de produção.


Todas as atividades foram gratuitas e abertas ao público.

A CACE inaugura exposição em Berlim por ocasião da Berlin Art Week

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Küstenlinie (Linha de Costa), na Embaixada de Portugal na Alemanha, entre 10 de setembro e 3 de novembro, reúne artistas de projeção internacional que fazem parte da CACE


Linha de Costa é a nova exposição da Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE), apresentada na Embaixada de Portugal em Berlim. Este é o segundo projeto da CACE em parceria com a Embaixada e assinala a inauguração do seu novo espaço. A inauguração terá lugar no dia 10 de setembro, às 18h00, na sede da Embaixada de Portugal em Berlim. A exposição estará patente ao público até 3 de novembro.

Com curadoria de Sérgio Fazenda Rodrigues, Linha de Costa desenvolve-se em torno das ideias de deslocação, expansão, aculturação e independência, cruzando a leitura crítica do passado colonial português com os desafios do presente. Ao reunir obras de um conjunto de artistas portugueses com percursos internacionais, a exposição questiona a construção da identidade nacional e as lógicas de representação da história, propondo um olhar simultaneamente poético e analítico sobre questões que continuam a marcar a realidade portuguesa. Apresentada no contexto de uma embaixada, a mostra adquire ainda uma dimensão simbólica particular, afirmando a arte como espaço de reflexão crítica, diálogo e defesa dos valores democráticos.

A exposição parte da relação de Portugal com a ideia de fronteira, entendida tanto na sua dimensão física como cultural, e problematiza os limites inscritos na história colonial portuguesa e nas relações de poder que estes determinaram. As obras reunidas abordam, a partir de diferentes linguagens e perspetivas, questões de deslocação, expansão, aculturação e independência, convocando uma reflexão sobre o passado recente do país e sobre a forma como este é hoje revisitado e representado.

Catarina Simão, Ntimbe Caetano, série The Mozambique Archive, 2016

A mostra organiza-se em duas zonas contíguas, correspondentes a dois núcleos distintos: um dedicado à escultura e outro ao vídeo. O primeiro ocupa o átrio da Embaixada, espaço emblemático associado à representação institucional e à comunicação de uma imagem protocolar, mas também ao acolhimento e à ligação com a comunidade. Aqui são apresentadas obras de Hugo de Almeida Pinho, Maria Trabulo e Armanda Duarte, que respondem poeticamente à escala, à função e à representatividade do espaço que as acolhe.

O segundo núcleo ocupa a sala de cinema e projeção da Embaixada. Tirando partido das características particulares deste espaço, apresenta, num percurso encadeado, obras de Filipa César, Catarina Simão, Manuel Santos Maia, Luciana Fina e Mónica de Miranda, próximas de uma abordagem documental. A relação entre os dois núcleos estabelece um diálogo entre diferentes modos de olhar e pensar a realidade, articulando uma dimensão poética com uma abordagem mais analítica.

A entrada é livre, de segunda a sexta-feira, entre as 11h00 e as 13h00 e as 15h00 e as 17h00.

Artistas: Armanda Duarte, Catarina Simão, Filipa César, Hugo de Almeida Pinho, Luciana Fina, Manuel Santos Maia, Maria Trabulo, Mónica de Miranda

Curadoria: Sérgio Fazenda Rodrigues

Local: Derfflingerstraße 12, 10785 Berlim

Mais de 1 800 visitantes por mês confirmam o sucesso de «Corpo-Fantasma» no Centro de Artes Villa Portela, em Leiria

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A exposição Corpo-Fantasma – Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, patente no Centro de Artes Villa Portela até ao próximo dia 30 de agosto, já foi visitada por 4 238 pessoas, confirmando o forte interesse do público pela programação artística deste equipamento cultural municipal.

Desde a sua inauguração, a 22 de maio, a mostra tem registado uma afluência muito significativa, traduzindo-se numa média superior a 1800 visitantes por mês, um indicador que evidencia a crescente atratividade do Centro de Artes Villa Portela enquanto espaço de referência para a fruição da arte contemporânea. Com curadoria de Marta Espiridão, a exposição reúne um conjunto de obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE) e propõe uma reflexão em torno da ideia de “espectralidade”, explorando temas como a memória, a presença, a ausência, a transformação e a permanência.Para além da exposição propriamente dita, Corpo-Fantasma tem sido acompanhada por um diversificado programa de mediação cultural e serviço educativo, que inclui visitas orientadas, oficinas, conferências, conversas com especialistas e outras iniciativas de aproximação entre os públicos e as obras expostas. Esta programação complementar tem contribuído para enriquecer a experiência dos visitantes, promovendo uma relação mais participativa e aprofundada com a arte contemporânea e incentivando o envolvimento de diferentes faixas etárias e comunidades.

Os resultados alcançados refletem a aposta do Município de Leiria numa programação cultural de qualidade, acessível e participativa, consolidando o Centro de Artes Villa Portela como um polo de criação, reflexão e fruição artística e reforçando o seu papel na democratização do acesso à cultura e na valorização da arte contemporânea.A entrada na exposição é gratuita, podendo ser visitada até 30 de agosto, durante o horário normal de funcionamento do Centro de Artes Villa Portela.

Link: Mais de 1 800 visitantes por mês confirmam o sucesso de ‘Corpo-Fantasma’ no Centro de Artes Villa Portela – CM Leiria

«Chuva de Verão» no Centro de Artes de Sines, até 17 de outubro

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Chuva de Verão é a nova exposição da CACE – Coleção de Arte Contemporânea do Estado, apresentada no Centro de Artes de Sines, que reúne um conjunto significativo de obras de artistas consagrados e emergentes, refletindo a diversidade e a vitalidade da produção artística contemporânea em Portugal. Integrada no programa de circulação nacional da coleção, esta exposição propõe uma leitura sensível e expandida do imaginário associado ao verão, tomando como ponto de partida a experiência da vida balnear e as formas de sociabilidade, lazer e pertença que esta mobiliza.

Através de um diálogo entre diferentes práticas artísticas, a exposição constrói uma atmosfera que dilui fronteiras – entre o natural e o artificial, o físico e o imaterial, o humano e o não humano – sugerindo uma experiência de continuidade entre corpo, espaço e tempo. Neste contexto, o verão surge como um momento de suspensão e expansão, onde as convenções quotidianas cedem lugar a formas intensificadas de relação com o mundo. Longe de uma leitura nostálgica, Chuva de Verão inscreve-se num horizonte de comunhão com a natureza e com o coletivo, explorando territórios instáveis, geometrias afetivas e estados de leveza que redefinem a perceção e a presença.

Estruturada em núcleos temáticos, entre o humano e o animal, as geografias imaginárias e os corpos em suspensão, a exposição propõe uma reflexão sobre a permeabilidade das identidades e dos espaços, convocando dimensões instintivas, utópicas e sensoriais. Ao mesmo tempo, inscreve-se numa lógica de itinerância e colaboração institucional, reforçando o compromisso da CACE com a circulação do património artístico e com a ampliação dos seus contextos de receção.

Paralelamente a esta exposição, o programa curatorial incluirá um projeto de educação e mediação intitulado “Silly Season” orientado para a comunicação e o acesso à arte contemporânea através de sessões de formação alicerçadas em iniciativas que abordam temas contemporâneos de forma envolvente e apelativa.

Resultado de uma parceria estabelecida entre a Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E. e o Município de Sines, a exposição resulta de um projeto desenvolvido no âmbito da Rede Portuguesa de Arte Contemporânea (Direção-Geral das Artes), em parceria com o Centro de Artes de Sines e o MUDAS – Museu de Arte Contemporânea da Madeira.

Com curadoria de Fernando J. Ribeiro e Sandra Vieira Jürgens, apresenta obras de Alice Geirinhas, Ana Cardoso, Ana Hatherly, Ana Jotta, Andreia Santana, António Palolo, Bruno Cidra, Bruno Pacheco, Daniela Ângelo, Eduardo Batarda, Eugénia Mussa, Fernão Cruz, Francisca Carvalho, Francisco Trêpa, Helena Almeida, Hernâni Reis Baptista, Inês Zenha, Jimmie Durham, João Ferro Martins, João Fonte Santa, Joaquim Bravo, Jorge Queiroz, José Pedro Croft, Julião Sarmento, Luis Lázaro Matos, Maria José Cavaco, Mumtazz, Paula Rego, Pedro Casqueiro, Pedro Valdez Cardoso, René Bertholo, Rigo 23, Sara Bichão, Sara Mealha, Tito Mouraz.

«Corpo – Fantasma»: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado

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Inaugurada no dia 22 de maio no Centro de Artes Villa Portela, em Leiria, a exposição conta com obras de 28 artistas.

Com curadoria de Marta Espiridião, a exposição reúne obras de Adriana Proganó, Ana Mata, Ana Mendieta, André Romão, António Dacosta, Belén Uriel, Bruno Zhu, Ção Pestana, Cindy Sherman, Didier Fiúza Faustino, Félix González-Torres, Flávia Vieira, Gabriel Abrantes, Irene Buarque, Jaime Welsh, João Gabriel, Juliana Julieta, Lourdes Castro Luisa Cunha, Maria José Palla, Mariko Mori, Mónica de Miranda, Mumtazz, Patrícia Almeida, Rosa Carvalho, Salette Tavares, Sarah Lucas e Túlia Saldanha. 

O evento da inauguração contou com a presença da Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, do Presidente da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Nuno Lopes, do Presidente do Conselho de Administração da MMP, Alexandre Nobre Pais e da diretora e curadora da CACE, Sandra Vieira Jürgens.

Conheça o texto curatorial da exposição:

A exposição Corpo-Fantasma reúne obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado e desenvolve-se em torno da ideia de “espectralidade”: pensar o fantasma como uma metáfora que invoca aquilo que já passou e anuncia o que ainda está por vir.

Do visível ao invisível, o “fantasma do corpo” ocupa um espaço complexo e contraditório. Inclui desde os fantasmas da perceção, ligados ao género, à sexualidade ou à identidade, que dificultam a forma como nos relacionamos com corpos diferentes do nosso, até presenças que sentimos, mas não vemos. Abrange também as máscaras que usamos para mudar a nossa aparência, e a ideia de que o corpo pode perder limites ou transformar-se em memória. A noção de “membro fantasma” surge como algo que tanto conforta o corpo como revela a ausência de uma memória antiga. E há ainda a ideia de que, por vezes, “amputamos” partes de nós para nos ajustarmos a um conjunto maior. O fantasma é, assim, um corpo múltiplo, contraditório, afetivo e profundamente humano.

As obras expostas apresentam corpos e fantasmas em várias formas, materiais e espaços, traçando um percurso livre e não linear ao longo da exposição. A figura humana aparece sempre marcada pela tensão entre o que está presente e o que está ausente, entre a imaterialidade e a representação. Do visível ao (tornado) invisível, da luz à sombra, da presença ao desaparecimento, do passado ao futuro, os fantasmas mostram-nos como a consciência pode existir mesmo sem matéria. Seja nas suas partes ou no todo, cada corpo é entendido como um mundo próprio, e cada olhar como o primeiro momento de aparição. Fica a ideia, como escreveu Jacques Derrida, de que “o futuro pertence aos fantasmas”.

Exposição «Corpo-Fantasma» leva Coleção de Arte Contemporânea do Estado ao Centro de Artes Villa Portela em Leiria e assinala reabertura do espaço 

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No próximo dia 22 de maio, às 17h00, o Centro de Artes Villa Portela, em Leiria, reabre ao público com a inauguração da exposição Corpo-Fantasma. 

Este momento assume um significado particularmente simbólico, ao marcar a reabertura deste equipamento cultural, após os graves danos provocados pela violenta tempestade Kristin, que obrigaram ao seu encerramento temporário. Os trabalhos realizados consistiram em intervenções diversas, incluindo reparação estrutural, requalificação de espaços expositivos e reposição de condições técnicas essenciais ao acolhimento de programação cultural. A reabertura do Centro de Artes Villa Portela reafirma, assim, o compromisso do Município de Leiria com a preservação, qualificação e dinamização da sua rede de equipamentos culturais. 

A exposição, integrada no programa de circulação nacional da CACE – Coleção de Arte Contemporânea do Estado, reúne uma seleção abrangente de obras de 28 artistas nacionais e internacionais, abrangendo múltiplos suportes, como pintura, escultura, fotografia e vídeo. 

Corpo-Fantasma desenvolve-se em torno do conceito de espectralidade, propondo o fantasma como metáfora que evoca o que já passou e antecipa o que está por vir. Através de um percurso livre e não linear, as obras exploram o território entre o visível e o invisível, onde a figura humana se constrói na tensão entre presença e ausência. 

Neste contexto, a exposição adquire uma dimensão acrescida: ao ocupar um espaço recentemente recuperado, estabelece um diálogo direto com temas como memória, perda e renovação, sublinhando o papel da arte contemporânea enquanto instrumento de reflexão crítica e transformação. 

Esta é uma oportunidade única para o público contactar com o acervo da CACE, refletindo a sua missão de promover a descentralização do acesso à arte contemporânea e valorizar o património artístico em todo o território nacional. 

Ficha técnica 
• Título: Corpo-Fantasma 
• Local: Centro de Artes Villa Portela, Leiria 
• Organização: Município de Leiria, Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E. e CACE – Coleção de Arte Contemporânea do Estado 
• Datas: 22 de maio a 31 de agosto de 2026 
• Curadoria: Marta Espiridião 
• Artistas Representados: Adriana Proganó, Ana Mata, Ana Mendieta, André Romão, António Dacosta, Belén Uriel, Bruno Zhu, Ção Pestana, Cindy Sherman, Didier Fiuza Faustino, Felix Gonzalez-Torres, Flávia Vieira, Gabriel Abrantes, Irene Buarque, Jaime Welsh, João Gabriel, Juliana Julieta, Lourdes Castro, Luisa Cunha, Maria José Palla, Mariko Mori, Mónica de Miranda, Mumtazz, Patrícia Almeida, Rosa Carvalho, Salette Tavares, Sarah Lucas e Túlia Saldanha. 

CACE na exposição «Dance among Thorns» dedicada à obra de Paula Rego, no Munch Museum, em Oslo, até 2 de agosto

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© Paula Rego Estate

A CACE – Coleção de Arte Contemporânea do Estado está representada na exposição Dance among Thorns, dedicada à obra de Paula Rego, no Museu Munch, em Oslo. Ao longo de nove secções e de mais de 140 obras, a exposição revela a amplitude do trabalho artístico de Paula Rego e inclui duas pinturas da CACE: Corredor (1975) e A Grande Seca (1976).

Esta será a primeira grande apresentação institucional de Rego nos países nórdicos e a mais abrangente desde a sua retrospetiva na Tate Britain em 2021. Integrada nas comemorações dos 120 anos das relações diplomáticas entre Portugal e a Noruega, a mostra incluirá mais de uma centena de obras, abrangendo desde colagens abstratas iniciais até às suas famosas esculturas têxteis e panoramas figurativos.

A investigação recente sobre o trabalho de Paula Rego permitiu descobrir um detalhe fascinante da sua biografia: a influência formativa e profunda de Edvard Munch sobre o seu trabalho. A identificação clara desta influência ficou a dever-se à descoberta de uma carta de 1951, escrita por Paula Rego, com 16 anos, à sua mãe, onde relatava o impacto “eletrizante” de uma exposição de Munch na Tate Gallery. Na carta, a jovem artista descrevia obras como O Grito e Herança como sendo de uma força inimaginável, admitindo que o que Munch fazia era exatamente o que ela própria tentava alcançar. Essa admiração foi tão intensa que, em 1952, Rego insistiu em rever a mesma exposição itinerante em Paris com os seus pais. A prova visual definitiva desta influência surgiu com o achado de uma pintura inédita intitulada A Seca, pintada por Paula Rego por volta de 1952/53, após uma grave seca em Portugal. Nesta obra, Paula Rego retrata uma mulher grávida de boca aberta (ecoando o desespero de O Grito) que carrega um bebé esquelético, uma referência temática direta à obra Herança de Munch. Esta obra, que permaneceu guardada num portefólio no seu estúdio em Londres até ser descoberta pelo seu filho Nick Willing, em 2022, revela uma paleta de vermelhos e amarelos e uma técnica de pintura “áspera” que estabelecem um diálogo direto com as obras O Grito (1893) e Ansiedade (1894) de Edvard Munch.

Paula Rego manteve uma espécie de conversa silenciosa com o mestre norueguês ao longo da vida, visível em obras posteriores como A Dança (1988), cujas oito figuras a dançar ao luar ecoam a composição de A Dança da Vida (1899-1900) de Munch. Ambos os artistas partilhavam um interesse visceral pelas emoções primordiais e pelas zonas mais sombrias, ambíguas e complexas da condição humana. O trabalho de Rego, tal como o de Munch, não recua perante as dimensões mais desafiadoras da experiência humana, colocando no centro das suas composições temas como a violência, o luto, a sexualidade e a tirania, sempre através de um olhar atento às tensões e meandros da psicologia humana.

Este diálogo artístico é o coração da exposição Dance Among Thorns, que inaugurou no Munch Museet, em Oslo, a 24 de abril e permanece até 2 de agosto de 2026 no museu norueguês.

«Personagens e Intérpretes»: uma retrospectiva de João Penalva

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Inaugurou na última sexta feira, dia 17 de abril, a exposição retrospetiva Personagens e Intérpretes, de João Penalva, na Culturgest. O conjunto de 13 obras inclui três que fazem parte da CACE — todas elas instalações.

Fotografias de Raquel Montez cedidas pela Culturgest

Em Viúva Simone (1996), estamos perante uma obra composta por vários elementos: fotografia, texto (manuscrito e impresso), vídeo, equipamentos tecnológicos e até barras de ballet.

Este tipo de obras, feitas de diferentes partes que se relacionam entre si, com o espaço e com o público, ficam como “adormecidas” quando estão guardadas nas reservas da coleção. A sua matéria é preservada, mas a obra só ganha vida quando é instalada. Por isso, é sempre especial vê-las novamente em exposição. No caso de Viúva Simone, já não era apresentada desde 2011.

Esta obra marca um momento de regresso e de rutura na carreira de João Penalva, cruzando a sua memória biográfica como bailarino profissional com a ficção artística. O projeto original pretendia reinterpretar a Dança dos Tamancos (da peça La Fille Mal Gardée), mas a negação dos direitos de autor forçou o artista a reformular o trabalho em torno da questão da autoria e da memória corporal.

Já Wallenda (1997) é uma instalação que exemplifica a metodologia de João Penalva: a definição de um desafio aparentemente simples que exige um processo de resolução complexo e obstinado. O ponto de partida é a transposição da partitura de A Sagração da Primavera, de Igor Stravinsky, para o domínio do assobio.

A obra é composta por fotografias, anotações musicais crípticas e cábulas que documentam a aprendizagem do artista, acompanhados por uma linha de texto na parede que serve de metáfora temporal para o projeto, bem como por um loop de vídeo de 16 segundos que mostra o equilibrista Karl Wallenda, momentos antes da sua queda fatal, em 1978, em Porto Rico, e um analisador de espectro sonoro traduz visualmente os 30 minutos de assobio.

Fotografias de Raquel Montez cedidas pela Culturgest

A terceira obra, que dá título a exposição, explora as fronteiras porosas entre a realidade e a ficção, questionando os conceitos de originalidade e identidade. Personagem e intérprete (1998) centra-se num antigo guarda-vestidos que serve de suporte a dois projetores de slides e microfones que amplificam o som mecânico da passagem das imagens, reforçando a natureza construída da narrativa.

O conteúdo visual consiste numa sequência não cronológica de fotografias de uma mulher não identificada. Através de imagens a preto e branco e a cores, que atravessam décadas e contextos, somos confrontados com a capacidade camaleónica desta figura. Ela assume múltiplas poses e aparências, remetendo para uma vasta iconografia feminina que oscila entre a atriz, a modelo e a pessoa real.

Fotografias de Raquel Montez cedidas pela Culturgest

A exposição comemora os 50 anos de produção artística de João Penalva e fica aberta ao público na Culturgest em Lisboa, bem como no Pavilhão Branco das Galerias Municipais de Lisboa, até 12 de julho de 2026.

Gabriel Abrantes na Collection Lambert em Avignon

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Limbo, exposição individual de Gabriel Abrantes atualmente patente na Collection Lambert em Avignon, apresenta um conjunto de obras recentes do artista (instalações-vídeo, fotografia, pintura e desenho), entre as quais Drunk Ghost (2022), obra que integra o acervo da CACE – Coleção de Arte Contemporânea do Estado. A exposição pode ser vista até dia 20 de março.

Créditos fotográficos: Jean Christophe Lett. Cortesia: Collection Lambert