«Chuva de Verão» no Centro de Artes de Sines, até 17 de outubro

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Chuva de Verão é a nova exposição da CACE – Coleção de Arte Contemporânea do Estado, apresentada no Centro de Artes de Sines, que reúne um conjunto significativo de obras de artistas consagrados e emergentes, refletindo a diversidade e a vitalidade da produção artística contemporânea em Portugal. Integrada no programa de circulação nacional da coleção, esta exposição propõe uma leitura sensível e expandida do imaginário associado ao verão, tomando como ponto de partida a experiência da vida balnear e as formas de sociabilidade, lazer e pertença que esta mobiliza.

Através de um diálogo entre diferentes práticas artísticas, a exposição constrói uma atmosfera que dilui fronteiras – entre o natural e o artificial, o físico e o imaterial, o humano e o não humano – sugerindo uma experiência de continuidade entre corpo, espaço e tempo. Neste contexto, o verão surge como um momento de suspensão e expansão, onde as convenções quotidianas cedem lugar a formas intensificadas de relação com o mundo. Longe de uma leitura nostálgica, Chuva de Verão inscreve-se num horizonte de comunhão com a natureza e com o coletivo, explorando territórios instáveis, geometrias afetivas e estados de leveza que redefinem a perceção e a presença.

Estruturada em núcleos temáticos, entre o humano e o animal, as geografias imaginárias e os corpos em suspensão, a exposição propõe uma reflexão sobre a permeabilidade das identidades e dos espaços, convocando dimensões instintivas, utópicas e sensoriais. Ao mesmo tempo, inscreve-se numa lógica de itinerância e colaboração institucional, reforçando o compromisso da CACE com a circulação do património artístico e com a ampliação dos seus contextos de receção.

Paralelamente a esta exposição, o programa curatorial incluirá um projeto de educação e mediação intitulado “Silly Season” orientado para a comunicação e o acesso à arte contemporânea através de sessões de formação alicerçadas em iniciativas que abordam temas contemporâneos de forma envolvente e apelativa.

Resultado de uma parceria estabelecida entre a Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E. e o Município de Sines, a exposição resulta de um projeto desenvolvido no âmbito da Rede Portuguesa de Arte Contemporânea (Direção-Geral das Artes), em parceria com o Centro de Artes de Sines e o MUDAS – Museu de Arte Contemporânea da Madeira.

Com curadoria de Fernando J. Ribeiro e Sandra Vieira Jürgens, apresenta obras de Alice Geirinhas, Ana Cardoso, Ana Hatherly, Ana Jotta, Andreia Santana, António Palolo, Bruno Cidra, Bruno Pacheco, Daniela Ângelo, Eduardo Batarda, Eugénia Mussa, Fernão Cruz, Francisca Carvalho, Francisco Trêpa, Helena Almeida, Hernâni Reis Baptista, Inês Zenha, Jimmie Durham, João Ferro Martins, João Fonte Santa, Joaquim Bravo, Jorge Queiroz, José Pedro Croft, Julião Sarmento, Luis Lázaro Matos, Maria José Cavaco, Mumtazz, Paula Rego, Pedro Casqueiro, Pedro Valdez Cardoso, René Bertholo, Rigo 23, Sara Bichão, Sara Mealha, Tito Mouraz.

«Corpo – Fantasma»: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado

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Inaugurada no dia 22 de maio no Centro de Artes Villa Portela, em Leiria, a exposição conta com obras de 28 artistas.

Com curadoria de Marta Espiridião, a exposição reúne obras de Adriana Proganó, Ana Mata, Ana Mendieta, André Romão, António Dacosta, Belén Uriel, Bruno Zhu, Ção Pestana, Cindy Sherman, Didier Fiúza Faustino, Félix González-Torres, Flávia Vieira, Gabriel Abrantes, Irene Buarque, Jaime Welsh, João Gabriel, Juliana Julieta, Lourdes Castro Luisa Cunha, Maria José Palla, Mariko Mori, Mónica de Miranda, Mumtazz, Patrícia Almeida, Rosa Carvalho, Salette Tavares, Sarah Lucas e Túlia Saldanha. 

O evento da inauguração contou com a presença da Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, do Presidente da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Nuno Lopes, do Presidente do Conselho de Administração da MMP, Alexandre Nobre Pais e da diretora e curadora da CACE, Sandra Vieira Jürgens.

Conheça o texto curatorial da exposição:

A exposição Corpo-Fantasma reúne obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado e desenvolve-se em torno da ideia de “espectralidade”: pensar o fantasma como uma metáfora que invoca aquilo que já passou e anuncia o que ainda está por vir.

Do visível ao invisível, o “fantasma do corpo” ocupa um espaço complexo e contraditório. Inclui desde os fantasmas da perceção, ligados ao género, à sexualidade ou à identidade, que dificultam a forma como nos relacionamos com corpos diferentes do nosso, até presenças que sentimos, mas não vemos. Abrange também as máscaras que usamos para mudar a nossa aparência, e a ideia de que o corpo pode perder limites ou transformar-se em memória. A noção de “membro fantasma” surge como algo que tanto conforta o corpo como revela a ausência de uma memória antiga. E há ainda a ideia de que, por vezes, “amputamos” partes de nós para nos ajustarmos a um conjunto maior. O fantasma é, assim, um corpo múltiplo, contraditório, afetivo e profundamente humano.

As obras expostas apresentam corpos e fantasmas em várias formas, materiais e espaços, traçando um percurso livre e não linear ao longo da exposição. A figura humana aparece sempre marcada pela tensão entre o que está presente e o que está ausente, entre a imaterialidade e a representação. Do visível ao (tornado) invisível, da luz à sombra, da presença ao desaparecimento, do passado ao futuro, os fantasmas mostram-nos como a consciência pode existir mesmo sem matéria. Seja nas suas partes ou no todo, cada corpo é entendido como um mundo próprio, e cada olhar como o primeiro momento de aparição. Fica a ideia, como escreveu Jacques Derrida, de que “o futuro pertence aos fantasmas”.

Exposição «Corpo-Fantasma» leva Coleção de Arte Contemporânea do Estado ao Centro de Artes Villa Portela em Leiria e assinala reabertura do espaço 

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No próximo dia 22 de maio, às 17h00, o Centro de Artes Villa Portela, em Leiria, reabre ao público com a inauguração da exposição Corpo-Fantasma. 

Este momento assume um significado particularmente simbólico, ao marcar a reabertura deste equipamento cultural, após os graves danos provocados pela violenta tempestade Kristin, que obrigaram ao seu encerramento temporário. Os trabalhos realizados consistiram em intervenções diversas, incluindo reparação estrutural, requalificação de espaços expositivos e reposição de condições técnicas essenciais ao acolhimento de programação cultural. A reabertura do Centro de Artes Villa Portela reafirma, assim, o compromisso do Município de Leiria com a preservação, qualificação e dinamização da sua rede de equipamentos culturais. 

A exposição, integrada no programa de circulação nacional da CACE – Coleção de Arte Contemporânea do Estado, reúne uma seleção abrangente de obras de 28 artistas nacionais e internacionais, abrangendo múltiplos suportes, como pintura, escultura, fotografia e vídeo. 

Corpo-Fantasma desenvolve-se em torno do conceito de espectralidade, propondo o fantasma como metáfora que evoca o que já passou e antecipa o que está por vir. Através de um percurso livre e não linear, as obras exploram o território entre o visível e o invisível, onde a figura humana se constrói na tensão entre presença e ausência. 

Neste contexto, a exposição adquire uma dimensão acrescida: ao ocupar um espaço recentemente recuperado, estabelece um diálogo direto com temas como memória, perda e renovação, sublinhando o papel da arte contemporânea enquanto instrumento de reflexão crítica e transformação. 

Esta é uma oportunidade única para o público contactar com o acervo da CACE, refletindo a sua missão de promover a descentralização do acesso à arte contemporânea e valorizar o património artístico em todo o território nacional. 

Ficha técnica 
• Título: Corpo-Fantasma 
• Local: Centro de Artes Villa Portela, Leiria 
• Organização: Município de Leiria, Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E. e CACE – Coleção de Arte Contemporânea do Estado 
• Datas: 22 de maio a 31 de agosto de 2026 
• Curadoria: Marta Espiridião 
• Artistas Representados: Adriana Proganó, Ana Mata, Ana Mendieta, André Romão, António Dacosta, Belén Uriel, Bruno Zhu, Ção Pestana, Cindy Sherman, Didier Fiuza Faustino, Felix Gonzalez-Torres, Flávia Vieira, Gabriel Abrantes, Irene Buarque, Jaime Welsh, João Gabriel, Juliana Julieta, Lourdes Castro, Luisa Cunha, Maria José Palla, Mariko Mori, Mónica de Miranda, Mumtazz, Patrícia Almeida, Rosa Carvalho, Salette Tavares, Sarah Lucas e Túlia Saldanha. 

CACE na exposição «Dance among Thorns» dedicada à obra de Paula Rego, no Munch Museum, em Oslo, até 2 de agosto

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© Paula Rego Estate

A CACE – Coleção de Arte Contemporânea do Estado está representada na exposição Dance among Thorns, dedicada à obra de Paula Rego, no Museu Munch, em Oslo. Ao longo de nove secções e de mais de 140 obras, a exposição revela a amplitude do trabalho artístico de Paula Rego e inclui duas pinturas da CACE: Corredor (1975) e A Grande Seca (1976).

Esta será a primeira grande apresentação institucional de Rego nos países nórdicos e a mais abrangente desde a sua retrospetiva na Tate Britain em 2021. Integrada nas comemorações dos 120 anos das relações diplomáticas entre Portugal e a Noruega, a mostra incluirá mais de uma centena de obras, abrangendo desde colagens abstratas iniciais até às suas famosas esculturas têxteis e panoramas figurativos.

A investigação recente sobre o trabalho de Paula Rego permitiu descobrir um detalhe fascinante da sua biografia: a influência formativa e profunda de Edvard Munch sobre o seu trabalho. A identificação clara desta influência ficou a dever-se à descoberta de uma carta de 1951, escrita por Paula Rego, com 16 anos, à sua mãe, onde relatava o impacto “eletrizante” de uma exposição de Munch na Tate Gallery. Na carta, a jovem artista descrevia obras como O Grito e Herança como sendo de uma força inimaginável, admitindo que o que Munch fazia era exatamente o que ela própria tentava alcançar. Essa admiração foi tão intensa que, em 1952, Rego insistiu em rever a mesma exposição itinerante em Paris com os seus pais. A prova visual definitiva desta influência surgiu com o achado de uma pintura inédita intitulada A Seca, pintada por Paula Rego por volta de 1952/53, após uma grave seca em Portugal. Nesta obra, Paula Rego retrata uma mulher grávida de boca aberta (ecoando o desespero de O Grito) que carrega um bebé esquelético, uma referência temática direta à obra Herança de Munch. Esta obra, que permaneceu guardada num portefólio no seu estúdio em Londres até ser descoberta pelo seu filho Nick Willing, em 2022, revela uma paleta de vermelhos e amarelos e uma técnica de pintura “áspera” que estabelecem um diálogo direto com as obras O Grito (1893) e Ansiedade (1894) de Edvard Munch.

Paula Rego manteve uma espécie de conversa silenciosa com o mestre norueguês ao longo da vida, visível em obras posteriores como A Dança (1988), cujas oito figuras a dançar ao luar ecoam a composição de A Dança da Vida (1899-1900) de Munch. Ambos os artistas partilhavam um interesse visceral pelas emoções primordiais e pelas zonas mais sombrias, ambíguas e complexas da condição humana. O trabalho de Rego, tal como o de Munch, não recua perante as dimensões mais desafiadoras da experiência humana, colocando no centro das suas composições temas como a violência, o luto, a sexualidade e a tirania, sempre através de um olhar atento às tensões e meandros da psicologia humana.

Este diálogo artístico é o coração da exposição Dance Among Thorns, que inaugurou no Munch Museet, em Oslo, a 24 de abril e permanece até 2 de agosto de 2026 no museu norueguês.

Rede Portuguesa de Arte Contemporânea

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A Coleção de Arte Contemporânea do Estado participa como entidade parceira em quatro dos projetos apoiados no âmbito do Programa de Apoio Rede Portuguesa de Arte Contemporânea. Com estas parcerias a CACE estará em Sines, Madeira, Lisboa, São João da Madeira, Açores, Évora, Cabo Verde, Elvas e Coimbra.

MMP e CCB formalizam protocolo de cooperação institucional

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Félix González-Torres, Untitled (Lover’s Letter), 1991.

A Museus e Monumentos de Portugal (MMP) E.P.E. e a Fundação Centro Cultural de Belém (FCCB) congratulam-se com o protocolo de cooperação institucional assinado esta segunda-feira, dia 2 de fevereiro, em Lisboa. O documento regula a cedência à FCCB, a título de comodato, de obras da Coleção Ellipse que foi integrada na Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE) em novembro de 2023 por via de acordo de cessão de créditos e transmissão de obras de arte celebrado entre o Estado português e a Holma. É a formalização de uma parceria estratégica na gestão e circulação deste importante ativo cultural.

Reunindo cerca de 3200 obras adquiridas desde 1976 e avaliadas em mais de 100 M€, a CACE é a maior coleção pública de arte contemporânea nacional e internacional, estando desde setembro de 2023 sob alçada da MMP, a quem cabe a promoção da circulação nacional e internacional das suas obras e o desenvolvimento de um ambicioso programa expositivo próprio, concebido em diálogo com uma rede vasta de instituições culturais distribuídas pelo território português.

Um dos eixos do acervo da CACE é a Coleção Ellipse, composta por 849 obras produzidas por cerca de 175 artistas nacionais e estrangeiros na segunda metade do século XX e início do século XXI, avaliada em 30 M€.

O Museu de Arte Contemporânea do Centro Cultural de Belém (MAC/CCB) cumpre a sua missão através da valorização e projeção das coleções que o integram. Ao abrigo deste acordo, passa a dispor de acesso preferencial às obras da Coleção Ellipse enquanto unidade museológica de referência, assegurando nesse contexto uma apresentação pública continuada, uma linha programática consistente e maior projeção internacional da coleção pública. 

Este protocolo reforça a cooperação institucional entre a Fundação CCB e a Museus e Monumentos de Portugal, reconhecendo simultaneamente a CACE como um património relevante do Estado e o MAC/CCB como polo central da arte contemporânea em Portugal.

Links:

Protocolo e Anexos I e II

Retrospetiva de Emília Nadal, no Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo

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O Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, em Évora, acolhe uma exposição retrospetiva da artista plástica portuguesa Emília Nadal (Lisboa, 1938).

A mostra, intitulada Emília Nadal: espaço, tempo e transcendência – Uma retrospetiva, propõe um olhar abrangente sobre o percurso criativo de Emília Nadal, entre 1957 e 2015. A exposição reúne obras de pintura, desenho e objetos, procurando evidenciar diferentes momentos, transformações e linguagens exploradas ao longo da sua carreira.

A retrospetiva, com curadoria de Sandra Leandro em estreita colaboração com a artista, está organizada em sete núcleos temáticos, entre os quais se destacam Auto-retratos e Slogans. A exposição reúne obras de várias coleções privadas e uma obra pertencente ao acervo da CACE – Coleção de Arte Contemporânea do Estado, intitulada O Retrato. Decomposição n.º 2 (1974), doada pela artista em 2021.

A exposição poderá ser visitada no Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, em Évora, até 31 de março de 2026.

«Unstable Landscape» na Fosun Foundation Shanghai, até 14 de dezembro de 2025

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A CACE – Coleção de Arte Contemporânea do Estado apresenta a exposição Unstable Landscape na Fosun Foundation, em Xangai, entre 8 de novembro e 14 de dezembro de 2025. Com curadoria de Sandra Vieira Jürgens, esta mostra assinala um momento de grande relevância no programa de internacionalização da CACE, levando, pela primeira vez fora do espaço europeu, um núcleo representativo da arte contemporânea portuguesa. 

Sob o tema da paisagem, entendida numa aceção ampliada e interdisciplinar – não apenas como território físico, mas como espaço mental, simbólico e social – a exposição propõe uma reflexão sobre o modo como os artistas portugueses têm reinterpretado o conceito de paisagem ao longo das últimas décadas.

Através do desenho, da pintura, da escultura e da fotografia, a mostra articula abordagens poéticas, políticas e materiais, revelando a diversidade de olhares e linguagens que compõem o panorama artístico contemporâneo em Portugal.

Em destaque, a obra Porto (1962), de Maria Helena Vieira da Silva, cedida pela Coleção Millennium bcp, constitui uma referência simbólica central na exposição. A sua presença assinala o 30.º aniversário da geminação entre as cidades do Porto e Xangai, celebrando três décadas de intercâmbio cultural e amizade entre as duas cidades. A escolha desta obra – cuja composição fragmentada e luminosa reinterpreta a geografia urbana como um labirinto sensível – ecoa o próprio espírito da exposição: a ideia de que a paisagem é sempre uma construção instável, feita de perceções, lembranças e afetos. 

O projeto concretiza-se através de uma parceria entre a Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E., o Consulado-Geral de Portugal em Xangai / Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., e conta com o apoio da Fundação Millennium bcp, do Turismo de Portugal e da Fidelidade Seguros. 

Artistas: Alice dos Reis, AnaMary Bilbao, Ângelo de Sousa, Belén Uriel, Carlos Bunga, Catarina Leitão, Dalila Gonçalves, Daniela Ângelo, Diogo Bolota, Diogo Evangelista, Isabel Madureira Andrade, Joana da Conceição, Joana Escoval, Jorge Pinheiro, Júlio Pomar, Lourdes Castro, Maria José Cavaco, Maria Helena Vieira da Silva, Miguel Ângelo Rocha, Miguel Palma, Paula Rego, Rui Sanches, Sara Mealha, Sónia Almeida, Tito Mouraz.

«Sonho Manifesto!»: exposição da Coleção de Arte Contemporânea do Estado vai a Leiria na abertura do Centro de Artes Villa Portela 

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A CACE – Coleção de Arte Contemporânea do Estado representa um património coletivo de valor incalculável. Reúne obras de gerações de artistas que marcaram e continuam a marcar a nossa história artística e cultural. É nossa responsabilidade não apenas conservar esse acervo, mas, sobretudo, partilhá-lo com todos os cidadãos, tornando-o vivo, acessível e próximo. 

O programa de circulação da CACE, iniciado em 2023, responde a essa missão com clareza: descentralizar, aproximar, criar pontes entre territórios, artistas e comunidades. A CACE não deve ficar circunscrita a um pequeno número de espaços, nem guardada apenas em reservas. Ela deve percorrer o país, dialogar com diferentes realidades, e afirmar-se como bem comum de todos. 

Quando iniciámos o novo programa de circulação da CACE, o nosso objetivo era claro: permitir que a Coleção se tornasse visível em todo o território, valorizando a diversidade de museus e centros de arte que existem em Portugal. A exposição Sonho Manifesto!, com curadoria de Rita Gaspar Vieira e Sandra Vieira Jürgens, dá continuidade a esse projeto, mas vai mais além: permite à CACE participar num momento pleno de relevância e consequência — a criação de um novo centro cultural, o Centro de Artes Villa Portela. 

Fruto de uma parceria entre a Museus e Monumentos de Portugal e a Câmara Municipal de Leiria, esta é uma colaboração que mostra como, unindo esforços e vontades, conseguimos transformar o património em plataforma de criação e partilha, em benefício das comunidades locais e do público nacional.

Sonho Manifesto! apresenta mais de vinte obras da CACE, de artistas como Maria Helena Vieira da Silva, Ângelo de Sousa, Ana Vieira, Ana Hatherly, Álvaro Lapa, Francisco Tropa ou Projeto Teatral. Estas obras são apresentadas em diálogo com criações inéditas dos artistas Sandra Cinto (Brasil), Tiago Baptista e Gabriela Albergaria (Portugal). 

O Centro de Artes Villa Portela, instalado numa casa de finais do século XIX alvo de obras de reabilitação, conservação e restauro, disponibiliza ao público áreas expositivas, biblioteca, sala de leitura e cafetaria, assumindo-se como um novo polo de criação e fruição artística em Leiria. 

A exposição estará patente até 31 de janeiro de 2026. 

«Mapeando o que não se vê» na Fundação Eugénio de Almeida com obras da CACE

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Fotografia: Carbonara.st

A 31 de maio foi inaugurada, na Fundação Eugénio de Almeida, a exposição Mapeando o que não se vê. Com curadoria de Claudia Segura e Luiza Teixeira de Freitas, a mostra parte da obra Cidades Invisíveis, de Italo Calvino, como ponto de partida para uma reflexão em torno da relação entre espaço, memória e imaginação.

Integrando um conjunto de obras de reconhecidos artistas nacionais e internacionais, a exposição apresenta oito peças pertencentes ao acervo da CACE – Coleção de Arte Contemporânea do Estado, dos artistas Francis Alÿs, Ignasi Aballí, Jimmie Durham e Wolfgang Tillmans. Cada uma das obras propõe uma leitura subjetiva do território, funcionando como uma cidade imaginada que aborda temáticas como a ficção, a pertença e os vínculos afetivos que unem o indivíduo aos espaços que habita.

Fotografia: Carbonara.st

Inspirada pela sensibilidade poética de autores como Calvino e María Zambrano, Mapeando o que não se vê convida o público a uma imersão em paisagens interiores, onde a imaginação e a memória se tornam ferramentas de interpretação do mundo. Através de suportes como pintura, escultura, instalação e vídeo, a exposição constitui-se como um território de encontro entre diferentes subjetividades e geografias emocionais.

Fotografia: André Cruz

A mostra permanecerá patente até 1 de fevereiro de 2026, na Fundação Eugénio de Almeida, em Évora