«Olho por Olho Lente por Lente», dos artistas João Paulo Feliciano e Miguel Palma, no Museu Leopoldo de Almeida, no Centro de Artes das Caldas da Rainha

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No passado dia 5 de abril foi inaugurada a exposição “Olho por Olho Lente por Lente”, dos artistas João Paulo Feliciano e Miguel Palma, no Museu Leopoldo de Almeida, no Centro de Artes das Caldas da Rainha.

Créditos fotográficos: Luís Antunes

De entre o conjunto de obras selecionadas para participar na exposição está UM PAR DE PAIR.IES., de 2012, proposta pelo programa anual da Comissão de Aquisição de Arte Contemporânea de 2024 e integrante hoje da Coleção de Arte Contemporânea do Estado. A obra é uma instalação composta por dois órgãos eletromagnéticos idênticos e um espelho.

Nesta exposição, é possível conhecer a produção mais recente do artista Miguel Palma e, no caso de João Paulo Feliciano, revisitar obras de 1993 a 2015. Pertencentes à geração de artistas que emergiu nos anos 1980, têm trilhado percursos distintos, mas com afinidades visíveis, tanto na expressão formal como nas ideias que atravessam as suas obras. Com quatro décadas de atividade, ambos acumulam uma vasta produção artística. Miguel Palma tem-se dedicado exclusivamente à arte, enquanto João Paulo Feliciano construiu um percurso híbrido, repartindo a sua criatividade também pela música, pelo design e pela arquitetura.

Esta exposição pode ser visitada até dia 2 de junho.

«Manual Orgânico» de Helena Lapas no CAV – Centro de Artes Visuais

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No passado dia 29 de março foi inaugurada a exposição “Manual Orgânico”, da artista Helena Lapas, no CAV – Centro de Artes Visuais. Com curadoria de Miguel von Hafe Pérez, a mostra pode ser visitada até dia 15 de junho.

“Manual Orgânico” pretende dar a conhecer uma visão alargada do trabalho da artista Helena Lapas, com obras desde o final dos anos de 1960 até ao presente. Nesta mostra são expostas uma série de diferentes materialidades, incluindo tapeçaria, desenho e escultura.  

De entre o conjunto de obras selecionadas para integrar a exposição está A Semente, de 1967, obra proposta pelo programa anual da Comissão de Aquisição de Arte Contemporânea de 2023 e que integra hoje a Coleção de Arte Contemporânea do Estado. Esta obra esteve presente na primeira exposição individual da artista na Galeria do Diário de Notícias, em 1968.

A obra A Semente (1967), de Helena Lapas, é um bordado têxtil de forte carga simbólica e estética, onde uma estrutura central simétrica revela formas orgânicas, que se destacam sobre um fundo azul-escuro texturado. Com uma paleta de verdes, lilases, rosas e vermelhos, a peça sugere uma árvore da vida ou um organismo em transformação, explorando temas como o crescimento e a fertilidade. Aliando rigor técnico, Helena Lapas cria uma composição que funciona como metáfora visual da criação.

Esta exposição pode ser visitada até dia 15 de junho.

Uriel Orlow na Galeria Avenida da Índia

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Foi inaugurada, na última sexta-feira, dia 25 de janeiro de 2025, a exposição Memória Colateral, uma individual do artista Uriel Orlow. Com curadoria de Bruno Leitão, a exposição na Galeria Avenida da Índia, fica aberta para visitação até o dia 27 de abril de 2025. A partir da proposta de investigar o conceito da restituição, o artista expõe uma série de diferentes materialidades incluindo vídeo, fotografia, desenho, som e instalação para tocar no tema do retorno de objetos que reintegram memórias coletivas, marginalizadas na história. 

De entre o conjunto de obras selecionadas para participar da exposição está Reading Wood (Backwards), de 2022, proposta pelo programa anual da Comissão de Aquisição de Arte Contemporânea de 2022 e integrante hoje da Coleção de Arte Contemporânea do Estado. A obra é uma instalação composta de objetos de madeira, papel de parede, impressões fotográficas e uma ativação de som e dialoga com diversas disciplinas, focando um processo de produção arquivístico. Integra-se no conceito geral da exposição, que ganha expressão em intervenções que recuperam saberes esquecidos e propõem novas formas de narrar eventos históricos. 

Com o apoio da República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes, a Galeria da Avenida das Índias faz parte das Galerias Municipais de Lisboa e situa-se no Bom Sucesso, na área de Belém. Pode ser visitada gratuitamente entre terça e domingo, das 10h às 13h e das 14h às 18h. 

«JARRA HUMANA», no MACE, até 31 de dezembro

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A exposição JARRA HUMANA: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, reúne um conjunto muito representativo de obras adquiridas recentemente no âmbito do programa anual de aquisição de arte contemporânea do Estado, no Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE).

Assim, até 31 de dezembro, poderão ser vistas no MACE,  obras de Adriana Proganó, Ana Pérez-Quiroga, Ângela Ferreira, Bruno Zhu, Carla Filipe, Dalila Gonçalves, Daniel Blaufuks, Flávia Vieira, Gabriel Abrantes, Helena Lapas, Hernâni Reis Baptista, Igor Jesus, Inês Zenha, João Pedro Vale + Nuno Alexandre Ferreira, Lea Managil, Lourdes Castro, Luísa Cunha, Maria José Oliveira, Mariana Caló e Francisco Queimadela, Mónica de Miranda, Pedro Huet, Sara Graça, Sónia Almeida, Tomás Cunha Ferreira, Xana. 

Esta exposição tem curadoria de Francisca Portugal e Sandra Vieira Jürgens e o tema proposto foi pensar a nossa relação com os objetos e, partindo das suas múltiplas formas — emocionais, materiais e espaciais —, refletir sobre a sua história, as suas funções, os seus usos e memórias. Com efeito, partindo da proximidade e tensão entre o corpo e os objetos, a proposta curatorial procurou mostrar as divergências e convergências na construção de uma fluidez entre o humano e as coisas, um corpo híbrido, humano-coisa.

Resultado de uma parceria estabelecida entre a Museus e Monumentos de Portugal e a Câmara Municipal de Elvas, JARRA HUMANA, procura interpelar públicos cada vez mais amplos e diversos, expondo as mais recentes gerações de artistas, para a partir das suas obras ampliar as possibilidades narrativas da coleção.

CACE EM AVEIRO, até 22 de setembro

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A Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE) inaugura no dia 13 de julho a exposição IMAGINÁRIO COLETIVO, no Museu de Aveiro/Santa Joana, fruto de uma parceria estabelecida entre a Museus e Monumentos de Portugal e a Câmara Municipal de Aveiro.  

Realizada no âmbito da Aveiro Capital Portuguesa da Cultura 2024, a presente exposição dá continuidade ao programa de circulação da Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE) no território nacional, apresentando um conjunto muito representativo de obras de arte de autores nacionais e internacionais. Estão reunidas obras adquiridas pela Comissão de Aquisição de Arte Contemporânea, no âmbito do programa anual de aquisição de arte contemporânea, que serão exibidas pela primeira vez ao público, e outras pertencentes ao seu acervo, que se encontram em depósito junto de várias instituições e municípios do país.  

IMAGINÁRIO COLETIVO tem a curadoria de Sandra Vieira Jürgens e procura construir um percurso por uma paisagem fictícia em diálogo com o território e em articulação com os conceitos e fios condutores da programação de AVEIRO 2024: Identidade; Democracia; Sustentabilidade; Tecnologia.  

A exposição integra obras de Allan Sekula, Álvaro Lapa, Ana Hatherly, Ana Silva, Andreia Santana, Belén Uriel, Bruce McLean, Carlos Bunga, Claire de Santa Coloma, Cristina Ataíde, Donald Judd, Fernando Calhau, Fernando Lanhas, Graça Pereira Coutinho, Henrique Pavão, Joaquim Bravo, Joaquim Rodrigo, Joana Escoval, João Marçal, João Tabarra, Julião Sarmento, Keith Haring, Lourdes Castro, Luís Lázaro Matos, Luísa Correia Pereira, Manuel Casimiro, Manuela Marques, Maria Trabulo, Matt Mullican, Paula Rego, Paulo Brighenti, Peter Zimmermann, Rigo 23, Rui Horta Pereira, Rui Sanches, Sol LeWitt, Tito Mouraz.

«JARRA HUMANA» no Museu de Arte Contemporânea de Elvas, a partir de 28 de junho

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A CACE participa na FARRA – Festa da Arte em Rede da Região do Alentejo, evento que reúne 30 projetos expositivos, que se expandem por vários locais da cidade de Elvas de 28 de junho a 25 de agosto.

A exposição JARRA HUMANA: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, tem curadoria de Francisca Portugal e Sandra Vieira Jürgens e apresenta-se no Museu de Arte Contemporânea de Elvas com obras de Adriana Proganó, Ana Pérez-Quiroga, Ângela Ferreira, Bruno Zhu, Carla Filipe, Dalila Gonçalves, Daniel Blaufuks, Flávia Vieira, Gabriel Abrantes, Helena Lapas, Hernâni Reis Baptista, Igor Jesus, Inês Zenha, João Pedro Vale + Nuno Alexandre Ferreira, Lea Managil, Lourdes Castro, Luísa Cunha, Maria José Oliveira, Mariana Caló e Francisco Queimadela, Mónica de Miranda, Pedro Huet, Sara Graça, Sónia Almeida, Tomás Cunha Ferreira, Xana. 

Esta exposição apresenta um conjunto muito representativo de obras adquiridas recentemente no âmbito do programa anual de aquisição de arte contemporânea do Estado, que serão exibidas pela primeira vez ao público.

Refletindo sobre a relação de proximidade e tensão entre o corpo e os objetos, a proposta curatorial procura mostrar as divergências e convergências na construção de uma fluidez entre o humano e as coisas, um corpo híbrido, humano-coisa.

FARRA em Elvas, a partir de 28 de junho

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A Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE) participa na primeira edição da FARRA – Festa da Arte em Rede da Região do Alentejo, um evento periódico de artes visuais, promovido pelo Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE).

Colocando a tónica nas dinâmicas de colaboração e cooperação, a FARRA reunirá 30 projetos expositivos: coleções públicas e privadas, entidades sem fins lucrativos (incluindo membros RPAC) e artistas convidados.

Os vários projetos expositivos expandem-se por vários locais da cidade a partir de 28 de junho.

 A Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE) apresenta uma exposição no Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE) com curadoria de Francisca Portugal e Sandra Vieira Jürgens.

«Night for Day» de Emily Wardill inaugura ciclo de vídeo “Pela Liberdade e não por Medo”, no MNAC, até 23 junho

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Night for Day, da artista britânica Emily Wardill, inaugura um ciclo de vídeo denominado Pela Liberdade e não por Medo, realizado no MNAC a partir e em parceria com a Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE).

A CACE e o MNAC participam, deste modo, nas comemorações dos 50 anos da Revolução do 25 de abril de 1974, através do olhar de artistas de diferentes gerações e percursos artísticos sobre um dos momentos mais marcantes e decisivos na nossa história contemporânea. 

Night for Day é um filme que conjuga documentário e ficção. Convoca relações filiais em ambiente revolucionário tecnológico, bem como testemunho pessoal (através das entrevistas a Isabel do Carmo, antifascista e uma das fundadoras do movimento de extrema-esquerda, Brigadas Revolucionárias), e apontamentos de arquitetura utópica modernista (A casa triangular, em Murfacém, Trafaria, da autoria do arquiteto António Teixeira Guerra). Complementando estes registos com a realidade globalizante da sociedade contemporânea portuguesa. 

Uma obra de enorme rigor e qualidade cinematográfica, que convoca com perícia e sentido dialético a história recente de Portugal, contribuindo para a urgente e incessante procura do significado da democracia e da liberdade.

Biografia da artista

Emily Wardill (1977) vive e trabalha em Lisboa, Portugal. A sua prática abrange filme, vídeo, escultura, performance, fotografia e instalação. Tem sido uma investigação contínua sobre a imagem imaginada – o que é, para que tem sido usada e como deixa atrás de si vestígios e estilhaços indeléveis. Isto levou-a de exemplos de entropia a estudos de caso sobre o risco de incêndios atribuídos a atividades paranormais. Viajou de estudos de caso psicanalíticos sobre alucinação negativa para palácios de memória e a sua relação com a visão incolor. Desde o vitral como dispositivo primitivo para comunicar com os analfabetos até à técnica cinematográfica do “dia para a noite” – invertendo-a para refletir sobre a visão tecnológica, o género representado e as utopias imaginadas. O trabalho de Wardill foi exposto na Secession, Viena, Gulbenkian Project Spaces, Lisboa, SMK, Copenhaga, de Appel Arts Centre, Amsterdam List Centre MIT, Boston, The ICA, Londres, XYZ Collective Tokyo, The Biennale of Moving Images Geneva, The Serpentine Gallery, The Hayward Gallery, MUMOK Vienna; e MOCA, Miami. Participou no Berlinalle Forum Expanded e nos festivais de cinema de Nova Iorque e Londres. O seu trabalho foi galardoado com o Jarman Award em 2010, o Leverhulme Award em 2011 e o prémio EMAF em 2021. Participou na 54ª Bienal de Veneza, na 19ª Bienal de Sydney e na GHOST 2565 em 2022. Algumas das coleções internacionais com obras de Wardill são a Tate Britain, o MUMOK Viena, o Museu de Arte Gulbenkian, o Fonds Municipal d’Art Contemporain de la Ville de Genève, a Coleção FRAC Champagne-Ardenne, a Fundação Saastamoinen e a Coleção do Conselho de Artes da Grã-Bretanha, bem como numerosas coleções privadas. É representada por Carlier Gebauer (Berlim) e Altman Siegal (São Francisco).

Curadoria

Emília Tavares e Sandra Vieira Jürgens

EMILY WARDILL [Reino Unido,1977]

Night for Day | 2020

Vídeo, cores, som stereo, 48’

Museu Nacional de Arte Contemporânea

Rua Serpa Pinto 4 | 1200 – 444 Lisboa

«MICROPOLÍTICAS: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado», em Beja, até 27 de julho

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No passado dia 16 de março o Ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva e o Presidente da Câmara Municipal de Beja, Paulo Arsénio, inauguraram a exposição MICROPOLÍTICAS: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado no Centro de Arqueologia e Artes de Beja (CAAB).

Fotografia: Arlindo Homem

Esta mostra, com curadoria de Fernando J. Ribeiro e Sandra Vieira Jürgens, apresenta uma conjugação de práticas artísticas que assentam na ideia de construção de esferas comunitárias, revelando como os artistas tomam posição e abordam questões prementes da sua época, no momento em que se celebram os 50 anos do 25 de abril. Assim, a exposição organiza-se em torno de quatro temáticas, que se vão cruzando em diversos momentos: questões de identidade e género; a relação entre as esferas pública e privada; a interseção entre a política e o trabalho; o colonialismo e a geopolítica.

Fotografia: Arlindo Homem

Reunindo cerca de 30 obras, a mostra dá continuidade ao programa de circulação da CACE no território nacional e apresenta um conjunto alargado de aquisições recentes realizadas pela Comissão de Aquisição de Arte Contemporânea, exibidas pela primeira vez ao público, a par de outras obras pertencentes ao seu acervo, de autores nacionais e internacionais.

Fotografia: Arlindo Homem

Resultado de uma parceria estabelecida entre a Museus e Monumentos de Portugal e a Câmara Municipal de Beja, a exposição conta com a organização e colaboração conjunta do Centro de Arqueologia e Artes de Beja e da CACE.

Fotografia: Arlindo Homem

Com obras de: André Guedes, Ângela Ferreira, António Olaio, Augusto Brázio, Carla Filipe, Carlos Correia, Catarina Simão, Délio Jasse, Edgar Martins, Eugenio Dittborn, Filipa César, Gonçalo Preto, Isabel Cordovil, Jannis Kounellis, João Louro, John Baldessari, Julião Sarmento, Luísa Cunha, Nuno Nunes-Ferreira, Patrícia Almeida, Paula Rego, Paulo Catrica, Pedro Amaral, Pedro Barateiro, Pedro Cabral Santo, René Bertholo, Shirin Neshat, Txomin Badiola

A exposição decorre até 27 de julho de terça a sábado, das 10:00 às 13:00 e das 15:00 às 19:00.

«FRESH BREEZE», em Berlim, até 12 de janeiro

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A exposição Fresh Breeze apresenta obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado Português e pretende ser um incentivo à descoberta de um núcleo de obras da mais recente geração de artistas portugueses. Fernão Cruz, Isabel Cordovil, Luís Lázaro Matos e Mariana Gomes, nasceram em Portugal na década de oitenta e noventa e pertencem a uma jovem geração de artistas que desenvolve um trabalho em vários media, a escultura, a fotografia, a pintura e a instalação vídeo.

Vista da inauguração

Através deste conjunto de diferentes autores e tipologias de obras, ensaiamos uma aproximação a diversas práticas, linhas de trabalho, de pensamento e reflexão produzidas por artistas que têm em comum o uso da ironia no tratamento dos seus temas e o apelo ao humor na convocação de certas relações entre as formas plásticas, concretas, físicas e as ideias, num jogo claramente atento ao caráter literal e metafórico das imagens e do discurso.

Endereçando um convite à experiência da dimensão lúdica da arte e ao jogo coletivo, a exposição destaca obras que dialogam com a vida de uma forma próxima, porosa e flexível, sem prescindir, por vezes, de uma abordagem interventiva e crítica na relação com determinadas realidades culturais e sociopolíticas.

Incontornável e com forte presença no espaço da exposição, a peça escultórica de Fernão Cruz, Excalibur (safe place) (2018), apresenta-nos um encontro com um corpo insólito. Transportando-nos para a lendária e mágica história do Rei Artur, esta curiosa figura escultórica, oferece-nos uma visão risível e burlesca do humano. Um objecto que assenta em referências cenográficas e da banda desenhada, com fortes ligações às visões hiperbólicas e desconcertantes do universo infantil.

A ironia convocada na obra deste artista está igualmente presente nas outras peças aqui reunidas. Isabel Cordovil, mostra-nos There won’t be any miracles for us (2020-2021), onde evidencia uma consciência crítica sobre os modelos de autoritarismo de género, religiosos, sociais e estéticos, bem como uma posição de reivindicação sobre a identidade de género e as questões feministas.

Através de uma prática artística que se estende ao desenho, à pintura e ao vídeo, Luís Lázaro Matos apresenta Tomber Dans Le Lac (2018), na qual conjuga elementos cenográficos, sobretudo ambientes delirantes e fantasistas, com a teatralização de diálogos e discursos falados que englobam personagens e figuras próximas da animação e da banda desenhada. Na tela e no vídeo, destaca-se uma moreia, de tratamento híbrido, meio animal, meio humano, que vai expressando a sua história familiar e quotidiana, bem como as suas dúvidas existenciais de uma forma quase poética e muito envolvente.

Neste grupo de obras encontramos também a pintura singular e expressiva de Mariana Gomes, Sem Título (2019), artista que procura contrariar a normalização e a uniformização da prática de pintura, explorando a leveza, a componente lúdica e mais livre dos temas e das formas, em representações fortemente plásticas que conjugam apontamentos e mutações entre a figuração e a abstração. Nesta obra, ganham sobretudo presença as referências à história da pintura, seja da pintura italiana de figuras como Tiepolo, seja do surrealimo onírico, em paisagens e jogos de perspectiva que fazem acentuar o carácter ficcional da prática artística.

Resultante de uma parceria entre a Direção-Geral do Património Cultural e a Embaixada de Portugal em Berlim, esta iniciativa pioneira faz parte do programa de circulação internacional da Coleção de Arte Contemporânea do Estado Português que visa a projeção e internacionalização de artistas portugueses.

Curadoria: Sandra Vieira Jürgens

Local: Kunstraum Botschaft
Zimmerst. 55, 10117 Berlim