«Uma Casa, Teatro do Mundo: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado», até 23 de novembro em Madrid

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© César González / Cultura Portugal España

A inauguração da exposição Uma Casa, Teatro do Mundo teve lugar no dia 20 de setembro em Madrid, na residência Oficial do Embaixador de Portugal em Espanha, no âmbito do projeto Artists join the Embassy.

A exposição comissariada pela Embaixada de Portugal, com curadoria de Sandra Vieira Jürgens, reúne um conjunto representativo de obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado e pretende ser um incentivo à descoberta ou redescoberta de artistas portugueses a trabalhar no domínio da arte contemporânea.

Procurando representar a realidade plural das expressões artísticas, esta mostra reúne obras de novas gerações de artistas e nomes consagrados da arte portuguesa. No desenho ou na pintura, na escultura ou na fotografia, representam-se trajetos diversos da arte. Compreendendo a riqueza visual das imagens e da matéria plástica das obras, bem como o valor da subjetividade e da individualidade dos sujeitos, este núcleo de peças privilegia a identidade, o exercício da auto-representação, a memória, ou mesma a dimensão ficcional e mais enigmática da arte.

© César González / Cultura Portugal España

No espaço de intimidade desta casa pública, num edifício com uma identidade arquitetónica tão forte e plena de história, estas obras convivem com objectos preexistentes, de diferente natureza e dialogam com o ambiente circundante, lembrando as dimensões metafórica, narrativa e simbólica do habitar. Procurando-se um equilíbrio entre espaços de interioridade e exterioridade, a realidade ou o palco do mundo convive aqui com a irrealidade e com o poder transfigurador, ritual e sensível da arte.

© César González / Cultura Portugal España

Resultante de uma parceria com a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), esta exposição dá início a um programa de circulação internacional da Coleção de Arte Contemporânea do Estado e desenvolve-se no âmbito do programa “Cultura Portugal”, uma iniciativa da Embaixada de Portugal em Espanha que visa a projeção e internacionalização de artistas portugueses.

Com obras de: Ana Hatherly, António Olaio, Bruno Pacheco, Carlos Bunga, Daniel Blaufuks, Eugénia Mussa, Pedro Cabrita Reis, Fernanda Fragateiro, Gonçalo Pena, Isabel Simões, Mimi Tavares, Pedro A.H. Paixão, Sónia Almeida, Teresa Dias Coelho, Tiago Baptista.

«NON FINITO: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado», em Castelo Branco, até 3 de setembro

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Fotografia: Ivo Vladimiro/CMCB

No passado dia 16 de junho o Ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva e o Presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, inauguraram a exposição NON FINITO: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado no Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco (CCCCB). A mostra, com curadoria de Fernando J. Ribeiro, Pedro Portugal e Beatriz Hilário, reúne um conjunto de peças do seu importante acervo bem como as aquisições recentemente integradas na CACE.

Fotografia: Ivo Vladimiro/CMCB

NON FINITO estabelece determinadas relações conceptuais e espaciais entre as suas obras e nela exploram-se ideias como a evasão e a teatralidade, que podem manifestar-se de diferentes formas no trabalho das novas gerações de artistas. Paralelamente, destacamos o recurso comum a um conjunto de procedimentos plásticos como a camuflagem ou a perda de solidez e verticalidade das formas, quer se tratem de figuras humanas, estruturas tectónicas, objetos quotidianos ou elementos naturais.

Esta exposição insere-se na programação expositiva da CACE que apresenta múltiplas seleções de obras e mostras da Coleção em diferentes espaços culturais do país, com o objetivo de chegar a diferentes públicos, geografias e contextos. Resultado de uma parceria estabelecida entre a Direção-Geral do Património Cultural e o Município de Castelo Branco, conta com a organização e colaboração conjunta do Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco e da CACE.

Fotografia: Ivo Vladimiro/CMCB

Com obras de: Adriana Proganó, Alice dos Reis, Allan Sekula, Ana Jotta, Ana Santos, André Príncipe, André Romão, André Sousa, António Poppe, Antoni Tàpies, Arlindo Silva, Bárbara Bulhão, Bruno Zhu, Carlos Noronha Feio, Cindy Sherman, Daniela Krtsch, Didier Fiuza Faustino, Diogo Evangelista, Eugénia Mussa, Fábio Colaço, Helena Almeida, Isabel Simões, Jimmie Durham, Joana Escoval, José Pedro Croft, João Tabarra, Jorge Molder, Lea Managil, Luís Paulo Costa, Mané Pacheco, Michael Biberstein, Miguel Ângelo Rocha, Musa paradisiaca, Nikolai Nekh, Paula Rego, Pedro Henriques, Pedro Vaz, Priscila Fernandes, Rita Sobral Campos, Robert Mapplethorpe, Rosa Carvalho, Ruy Leitão, Salette Tavares, Susanne S. D. Themlitz, Teresa Dias Coelho, Tito Mouraz, Valter Vinagre, Yonamine.

A exposição decorre até 3 de setembro, de terça a domingo, das 10:00 às 13:00 e das 14:00 às 18:00.

Rede Portuguesa de Arte Contemporânea – Direção-Geral das Artes / Feira ARCO Lisboa

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No dia 27 de maio, entre as 16h30 e as 17h15, teve lugar uma conversa sobre a  Rede Portuguesa de Arte Contemporânea, no âmbito das sessões Millennium Art Talks, inseridas na programação da ARCOlisboa Fórum.

Com moderação de Inês Grosso, foram convidadas/osSandra Vieira Jürgens, Mariana Mata Passos, Paulo Mendes para debater a circulação de obras e programação em rede: que estratégias e dinâmicas de difusão pelo território.

Fotografia: João Neves

A abordagem centrou-se nos modos de promover o acesso à fruição da arte contemporânea, através da sua exibição descentralizada e circulação nacional, bem como do papel partilhado entre os vários intervenientes. Mediante a sua experiência, os intervenientes apresentaram estratégias possíveis a desenvolver junto das populações, para consolidação de públicos locais. 

Peça de João Ferro Martins em exposição

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Composição Conjugal, 2013. Fotografia: Jorge das Neves

Fenda é uma mostra coletiva, patente na Fundação Eugénio de Almeida, em Évora, que pretende apresentar os diferentes pontos de vistas das relações que são estabelecidas pela sociedade e pela arte face à pobreza.

Num mesmo espaço, são apresentadas peças históricas e obras de artistas contemporâneos, sendo o objetivo o estabelecimento de ligações e cruzamentos entre elas. Deste modo é desenvolvida uma narrativa complexa sobre o tema e que percorre todos os contextos e épocas históricas. Em perspectiva está o entendimento daquilo que vem sendo as problemáticas sociais, as dificuldades que isso acarreta e as consequências artísticas que provoca.

Com curadoria de Joaquim Oliveira Caetano e Francisca Portugal, esta exposição integra a obra Composição Conjugal (2013), do artista João Ferro Martins, adquirida pela Comissão de Aquisição de Arte Contemporânea em 2022, e que pertence agora ao acervo da CACE.

Composição Conjugal, consiste na justaposição de diversos materiais em estado bruto, ostentando a aparência geral de um piano. Tendo sido um instrumento símbolo de uma cultura e de uma época, ele é aqui completamente desmistificado e despido da sua aparente funcionalidade.  

Exposição de Sónia Almeida

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A Culturgest tem patente uma exposição retrospectiva de Sónia Almeida, “Ó (Ó AGUDO)”. Esta mostra, comissariada por Bruno Marchand, reúne obras dos últimos quinze anos da sua produção e integra a peça “The disease of efficiency” (2018), que pertence ao acervo da CACE.

Sónia Almeida, “The disease of efficiency”, 2018

Esta obra foi adquirida pela Comissão de Aquisição de Arte Contemporânea do Estado em 2021. Trata-se de uma pintura a óleo sobre contraplacado de madeira e alumínio, onde para além do jogo visual sugerido pelos padrões e grafismos representados, o suporte move-se revelando a sensualidade da imagem apresentada.

Formada na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, Sónia Almeida tem feito grande parte do seu percurso artístico fora de Portugal. Estudou na Slade School of Fine Art em Londres, e vive e trabalha em Boston, nos Estados Unidos da América, desde 2008.

Esta mostra poderá ser visitada até 2 de julho na Culturgest, em Lisboa.

Rede Portuguesa de Arte Contemporânea: 1ª fase de adesão

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Encontra-se a decorrer, até 18 de novembro, a 1.ª fase de adesão à Rede Portuguesa de Arte Contemporânea (RPAC), uma plataforma de referência na dinamização e valorização da arte contemporânea portuguesa que visa reunir o universo de diferentes tipologias de entidades de arte contemporânea, dispersas territorialmente, com atividade predominante nas áreas das artes visuais e cruzamento disciplinar, mapeando e estabelecendo sinergias entre espaços expositivos, colecionadores, programadores, curadores e artistas.
 
Transversal a todo o território nacional, de adesão voluntária e configurada de forma progressiva, a RPAC pretende ampliar o acesso e a divulgação nacional e internacional da arte contemporânea portuguesa, conferindo-lhe centralidade, capacitando os seus agentes, promovendo o trabalho em rede, reforçando a sua visibilidade pública e contribuindo para o desenvolvimento socioeconómico e coesão do território, para o incremento de práticas de descentralização e para a correção de assimetrias. 
 
Podem solicitar a adesão à RPAC as entidades proprietárias e/ou gestoras de equipamentos culturais, sediadas em território nacional, que promovam atividades de valorização e dinamização da arte contemporânea, que assegurem um acesso público regular, que promovam uma programação cultural própria e que disponham de um orçamento de funcionamento e de condições técnicas necessárias para a produção de exposições e salvaguarda do património, próprio ou em depósito. Para aderirem à RPAC, as entidades deverão, ainda, entre outros requisitos, assegurar que a sua atividade principal não é de natureza lucrativa e dispor de um regulamento interno e enquadramento orgânico adequado à sua tipologia, dimensão, capacidade técnica e estratégia programática. 
 
Os pedidos de adesão deverão ser efetuados através de formulário próprio.
 
É de salientar que a criação da RPAC assume-se como uma medida estrutural em articulação com outros instrumentos de política pública para a arte contemporânea, dos quais se destacam a dinamização da Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE) e a concertação com o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que prevê o incentivo à transição digital e capacitação tecnológica das redes culturais, incluindo-se aqui a RPAC.
 
Sublinha-se, também, o papel da RPAC na valorização de boas práticas das entidades que a venham a integrar, dado que na definição dos critérios de adesão a esta Rede são valorizados requisitos específicos no sentido de fomentar uma atividade continuada com programação regular, priorizar o estabelecimento de relações laborais estáveis (em alinhamento com a regulamentação do estatuto dos profissionais da área da cultura) e garantir ao público, artistas e técnicos as condições de acessibilidade física, social e intelectual, bem como os princípios da igualdade em todas as suas dimensões, da diversidade e da inclusão na fruição e participação culturais. A integração de uma entidade na RPAC consiste no reconhecimento da sua relevância, e visa garantir o cumprimento de padrões de rigor e de qualidade no exercício das respetivas atividades culturais e artísticas.

RPAC: ADESÃO A DECORRER ATÉ 18 DE NOVEMBRO | DGARTES