Diana Policarpo tem um percurso bastante consolidado. Esteve presente em importantes exposições e foi premiada do importante Prémio Novos Artistas da Fundação EDP. Com uma formação nas áreas da música e artes plásticas, a sua prática artística decorre entre estas áreas, demonstrando grande capacidade no uso de diferentes meios plásticos, construindo performances e instalações imersivas. A obra Looking outward and inward to a sea of stars, de 2020, é uma continuação da investigação do projeto que apresentou nos prémios EDP e que foi mostrada recentemente na exposição Um oásis ao entardecer, no MAAT, em Lisboa. Esta obra surge a partir da investigação feita sobre um fungo originário do centeio, com usos centenários distintos como na saúde feminina ou como uma droga alucinógena, sendo responsável por mudanças sociais movidas por revoltas de classes ou contaminações por via da fermentação do cereal para fazer pão. É uma obra que propõe, através da imagem e do som, um olhar para o interior como para o exterior – tal como o título sugere – pelos vários estados de consciência e inconsciência provocados por esse mesmo fungo. [Horácio Frutuoso]
Exposições coletivas
2020: Um oásis ao entardecer, MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, Lisboa, Portugal