Pedro Henriques vive e trabalha em Lisboa. Formou-se em pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Desde 2008, participa regularmente em exposições individuais e coletivas. Entre os seus trabalhos mais relevantes contam-se projetos como Sidewinder (2013 e 2015), exposições como Safari (Galeria Zé dos Bois, Lisboa, 2019), Birbante (quARTel da Arte Contemporânea de Abrantes, 2018), entre outros. Pedro Henriques explora, nas suas obras, uma abordagem plástica que combina elementos de desenho, pintura, escultura, fotografia, objetos e intervenções espaciais, com alguma tensão entre o manual e o industrial, entre a forma geométrica ou fixa e transformações percetivas, muitas vezes envolvendo distorções visuais, camadas de material e objetos compósitos. A obra gás carnaval #10 (2025) explora efeitos visuais, atmosferas de mutação, cor, luz/contraste, eventuais alusões a movimentos festivos ou culturais (“Carnaval”) e transformações de gás ou estado gasoso, ou metáforas de efemeridade, fluidez, suspensão. A incorporação desta na CACE – Coleção de Arte Contemporânea do Estado contribui para documentar uma fase da arte contemporânea portuguesa caracterizada por experimentação visual, interdisciplinaridade e reflexões sobre forma, memória e perceção. A estética de Pedro Henriques tende a provocar interrogação percetiva, desestabilização visual, potenciando a criação de debates sobre perceção, materialidade, tecnologia e memória cultural. [CAAC 2025]