«PÓS-MUSEU: ‘A’ de Ausência» no Museu Nacional de Etnologia até 13 de julho

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A Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE) apresenta a exposição PÓS-MUSEU: ‘A’ de Ausência, no Museu Nacional de Etnologia, fruto de uma parceria estabelecida entre a CACE e o Museu Nacional de Etnologia, entidades tuteladas hoje por uma mesma instituição, a Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E. 

A presente exposição dá continuidade ao programa de circulação da Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE) no território nacional. Pela primeira vez em Lisboa, e partindo de um novo cenário para a realização de uma exposição da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, no Museu Nacional de Etnologia, procuramos a apresentação de narrativas latentes, e encetar uma reflexão sobre a política de representação e processos de sub-representação, atenta à mudança dos museus e das coleções no sentido de uma maior abertura ao diálogo crítico sobre o passado colonial.  

Esta é uma exposição caleidoscópica que explora a forma como os artistas retratam experiências singulares e coletivas da identidade cultural, a partir de múltiplas formas de representação e de vários contextos geográficos, geracionais e conceptuais, próximos ou mais distantes.

A opressão e libertação do pensamento colonial, a condição dos descendentes da imigração pós-colonial, da política cultural decolonial, os processos históricos das guerras e das diásporas, bem como os fenómenos da migração e as formas de miscigenação vividas pelas populações de diferentes países africanos e europeus são temas aqui abordados.  

Acima de tudo, PÓS-MUSEU deseja abrir portas e suscitar novos interesses e leituras, propondo trabalhar alguns destes temas, respeitando diferentes trajetórias e procurando estabelecer pontos de coincidência temáticos produzidas em Portugal ou em outras latitudes e geografias, numa exposição que se realiza no ano de comemoração dos 50 anos da independência das quatro ex-colónias portuguesas — Angola, Cabo Verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe — que proclamaram a sua independência um ano após o 25 de abril. 

PÓS-MUSEU: ‘A’ de Ausência tem a curadoria de Sandra Vieira Jürgens e integra obras de Ana Silva, Ângelo de Sousa, António Olaio, Carlos Bunga, Catarina Simão, Daniel Barroca, Eugénia Mussa, Filipa César, Grada Kilomba, Gustavo Sumpta, Joaquim Rodrigo, João Pedro Vale, José de Guimarães, Luciana Fina, Manuel Santos Maia, Mónica de Miranda, Nikias Skapinakis, Pedro A.H. Paixão, Pedro Barateiro, René Tavares, Rigo 23, Vasco Araújo, William Kentridge e Yonamine. 


PROJEÇÃO DE FILMES

A exposição conta com a apresentação de um conjunto de trabalhos em vídeo, no auditório do Museu de Etnologia. A exibição é contínua e os horários poderão ser consultados na folha de sala aqui disponível.


PROGRAMA PÚBLICO 

22 abril 2025 (terça-feira) 

17:00 – Visita orientada à exposição por Sandra Vieira Jürgens 
18:00 – Conversa com Manuel Santos Maia e Liliana Coutinho 

17 maio 2025 (sábado) 

17:00 – Visita orientada à exposição por Sandra Vieira Jürgens 
18:00 – Conversa com Luciana Fina e Emília Tavares 

26 junho 2025 (quinta-feira) 

17:00 – Visita orientada à exposição por Sandra Vieira Jürgens 
18:00 – Conversa com Catarina Simão e João Sousa Cardoso 


Disponibilizamos a publicação (booklet) que reúne os textos da curadoria e das obras em exposição.

A exposição estará patente no Museu Nacional de Etnologia, até 13 de julho de 2025. 

«CHUVA DE VERÃO: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado» inaugura em Tavira 

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Inaugurada no dia 05 de abril, a exposição CHUVA DE VERÃO: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, esteve em exibição no Museu Municipal de Tavira/Palácio da Galeria até 18 de outubro de 2025.

A nova exposição do ciclo de programação expositiva descentralizada da CACE – Coleção de Arte Contemporânea do Estado, apresenta obras de 25 artistas e um conjunto alargado de aquisições recentes realizadas pela Comissão de Aquisição de Arte Contemporânea, exibidas pela primeira vez ao público, a par de outras obras pertencentes ao seu acervo, de autores nacionais e internacionais.

A exposição conta com obras dos seguintes artistas: Ana Cardoso, Ana Jotta, Ana Manso, António Palolo, Bruno Cidra, Carlos Lobo, Francisca Carvalho, Hernâni Reis Baptista, Inês Zenha, Jimmie Durham, João Ferro Martins, Joaquim Bravo, José Manuel Rodrigues, José Pedro Croft, Júlia Ventura, Lourdes Castro, Maria Lino, Patrícia Almeida, Paula Rego, Pedro Valdez Cardoso, Ricardo Valentim, Rigo 23, Sara Bichão, Sara Chang Yan, Vera Mota.

Através das suas obras, CHUVA DE VERÃO reúne autores consolidados e práticas artísticas emergentes produzidas em território português, testemunhando a diversidade e a qualidade da realidade da cena artística do país.

Responsável pela criação de uma atmosfera que dilui os limites do céu e da terra, das coordenadas geográficas e espaciais, do material e do imaterial, CHUVA DE VERÃO tem como denominador comum a diluição da distância de dimensões aparentemente muito longínquas e, inclusive, inconciliáveis.

A partir de um conjunto de correlações entre práticas artísticas muito diferentes, explora-se uma época do ano marcada pela expansão dos seres, com a correspondente extensão espacial e temporal. Em CHUVA DE VERÃO não há, portanto, melancolia, mas união com a natureza; numa suspensão dos limites espaciais que permite a reversibilidade e reverberação a que assistimos nas obras da exposição. 

Resultado de uma parceria estabelecida entre a Museus e Monumentos de Portugal, E.P. E. e o Município de Tavira, a exposição conta com a organização e colaboração conjunta com o Museu Municipal de Tavira /Palácio da Galeria e da CACE.

A exposição pode ser visitada até 18 de outubro de 2025.

Uriel Orlow na Galeria Avenida da Índia

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Foi inaugurada, na última sexta-feira, dia 25 de janeiro de 2025, a exposição Memória Colateral, uma individual do artista Uriel Orlow. Com curadoria de Bruno Leitão, a exposição na Galeria Avenida da Índia, fica aberta para visitação até o dia 27 de abril de 2025. A partir da proposta de investigar o conceito da restituição, o artista expõe uma série de diferentes materialidades incluindo vídeo, fotografia, desenho, som e instalação para tocar no tema do retorno de objetos que reintegram memórias coletivas, marginalizadas na história. 

De entre o conjunto de obras selecionadas para participar da exposição está Reading Wood (Backwards), de 2022, proposta pelo programa anual da Comissão de Aquisição de Arte Contemporânea de 2022 e integrante hoje da Coleção de Arte Contemporânea do Estado. A obra é uma instalação composta de objetos de madeira, papel de parede, impressões fotográficas e uma ativação de som e dialoga com diversas disciplinas, focando um processo de produção arquivístico. Integra-se no conceito geral da exposição, que ganha expressão em intervenções que recuperam saberes esquecidos e propõem novas formas de narrar eventos históricos. 

Com o apoio da República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes, a Galeria da Avenida das Índias faz parte das Galerias Municipais de Lisboa e situa-se no Bom Sucesso, na área de Belém. Pode ser visitada gratuitamente entre terça e domingo, das 10h às 13h e das 14h às 18h. 

Paula Rego no Museu de Aveiro/Santa Joana

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De 18 de novembro de 2024 a 19 de janeiro de 2025, o Museu de Aveiro / Santa Joana recebe a exposição O Grito da Imaginação, que reúne um conjunto de trabalhos de pintura, gravura e desenho de Paula Rego. Com curadoria de Joana Valsassina, a exposição representa as diversas fases da artista e conta com obras icónicas que denunciam a autoridade e a opressão, contestam as formas de poder e buscam exaltar o papel de mulher. Com uma diversidade que conta tanto com trabalhos sombrios e profundos quanto com outros com maior teor de humor e ironia, o grupo de obras apresentado nesta exposição representa o importante percurso artístico da artista.

A exposição foi concebida a partir do esforço conjunto da Fundação Serralves e da Câmara Municipal de Aveiro e disponibiliza o acesso gratuito ao conjunto de cerca de 20 obras de Paula Rego. Dentre estas, estão 3 obras que fazem parte do acervo da CACE e que ficam em depósito na Fundação de Serralves. “Corredor”, 1975 e “A grande seca”, 1976 são trabalhos marcados por uma abstração surrealista, que fragmenta e distorce formas, trazendo uma ambiguidade às imagens representadas, enquanto “Homenagem a Dubuffet”, 1985 conta com figuras mais representativas numa composição colorida. 

Integrada na programação de Aveiro 2024 – Capital Portuguesa da Cultura, a mostra O Grito de Imaginação, pode ser visitada de terça a domingo das 10h às 12h30 e das 13h às 18h.

António Carneiro no Museu do Porto

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O Museu do Porto inaugurou em Junho de 2024 o Ateliê António Carneiro com a exposição O voo da águia, a fim de comemorar a passagem de um século desde que o artista celebrou a abertura do seu espaço de trabalho. Cem anos depois, a exposição marca o legado do importante artista que representou o movimento simbolista em Portugal. 

Fotografia: Sara Alves

Com curadoria de Bernardo Pinto de Almeida, a exposição permite um renovado contato com a obra de António Carneiro e abrange diferentes núcleos temáticos. Dentro do núcleo da Paisagem, que privilegia obras menos conhecidas, com uma série de Marinhas e de Noturnos, encontra-se a obra Nocturno – Matriz de Ponte de Lima, 1913, que faz parte do acervo da CACE em depósito no Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado. 

Fotografia: Sara Alves

A exposição conta agora com uma programação especial em torno de seu encerramento, com atividades que acontecem de 4 a 22 de dezembro de 2024. O programa encontra-se no site do Museu do Porto. 

 «Um raio contornando a poeira» de Rui Horta Pereira no Museu do Côa

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Nesta sexta-feira, 29 de novembro, foi inaugurada no Museu do Côa a exposição Um raio contornando a poeira que apresenta uma série de obras recentes do artista Rui Horta Pereira. Os trabalhos estabelecem uma ligação estreita com o espaço que os abriga quando tratam de questões como sustentabilidade, aproveitamento de recursos e experiência com a natureza, explorando a arte rupestre e a paisagem como instrumento de revelação. 

Rui Horta Pereira, Água e um pouco de areia fina, 2019.©Ricardo Pesqueira

A exposição conta com o trabalho Água e um pouco de areia fina, 2019, obra que faz parte da CACE e foi cedida ao Museu do Côa para esta exposição. Trata-se de um extenso tapete produzido a partir da recolha de materiais encontrados pelo artista na praia, um trabalho que discute sobre desperdício e sustentabilidade. Além disso, no conjunto de obras existem diversos tipos de técnicas que passam pela fotografia, gravura, escultura e desenho produzido por incidência do sol no papel. 

Rui Horta Pereira, Água e um pouco de areia fina, 2019.©Ricardo Pesqueira

A primeira exposição de Rui Horta Pereira no Museu do Côa teve como curadora Ana Matos e permanece até 25 de maio de 2025. 

Fundação Côa Parque
Rua do Museu,
5150-620 Vila Nova de Foz Côa, Portugal

A CACE na Roma Arte in Nuvola

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A Roma Arte in Nuvola recebe Portugal como o país anfitrião e apresenta uma seleção de obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado. A exposição, intitulada “Uma Volta ao Sol”, foi organizada pela Museus e Monumentos de Portugal, Ministério da Cultura e pela Embaixada de Portugal em Itália e tem curadoria de Sandra Vieira Jürgens.

Vista da exposição Uma Volta ao Sol: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado

Com a intenção de ser um incentivo à descoberta de gerações mais recentes do panorama artístico português, a exposição traz 10 obras que se desdobram entre escultura e pintura e aproximam diversas práticas, linhas de trabalho e reflexões de artistas que utilizam da ironia e do apelo ao humor dentro do tratamento dos seus temas.

Endereçando um convite à experiência da dimensão lúdica da arte e ao jogo coletivo, a exposição destaca obras que dialogam com a vida de uma forma próxima, porosa e flexível, sem prescindir, por vezes, de uma abordagem interventiva e crítica na relação com determinadas realidades culturais e sociopolíticas.

Vista da exposição Uma Volta ao Sol: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado

A Coleção de Arte Contemporânea do Estado Português (CACE), tutelada pela Museus e Monumentos de Portugal, foi iniciada em 1976, nasceu da vontade de criar uma coleção representativa das artes visuais em Portugal. Atualmente, e porque a manutenção deste espólio vivo é um dos objetivos estratégicos do Ministério da Cultura de Portugal, foi retomado o processo de aquisição, que estava interrompido desde 2000. Hoje, a coleção integra obras de artistas mais jovens e também mais peças de mulheres, bem como de artistas que representam a mudança nas práticas artísticas contemporâneas.

Vista da exposição Uma Volta ao Sol: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado

A exposição, comissariada por Sandra Vieira Jürgens, curadora da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, dá continuidade ao programa de circulação internacional da Coleção, que visa a projeção e internacionalização de artistas portugueses. Esta mostra conta com os nomes: Adriana Proganó, Ana Santos, Bárbara Bulhão, Carlos Correia, Carlos Noronha Feio, Didier Fiuza Faustino, Eugénia Mussa, Fernão Cruz, Miguel Ângelo Rocha, Tiago Baptista.

Vista da exposição Uma Volta ao Sol: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado

«Intimidades em fuga. Em torno de Nan Goldin» no MAC/CCB tem obras da CACE

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No dia 24 de outubro inaugurou no MAC/CCB a nova exposição Intimidades em fuga. Em torno de Nan Goldin. A curadoria, feita por Nuria Enguita, tem como ponto de partida a obra “The Ballad of Sexual Dependency” da artista norte-americana Nan Goldin e representa a dualidade entre a noção de privacidade e visibilidade dentro do espaço que define a identidade. 

Musa paradisiaca, Sofá (2017). Cortesia dos artistas.

No meio da seleção de peças escolhidas para representar um imaginário visual íntimo, que conversa com o formato de diário público proposto por Goldin, estão três obras que fazem parte da Coleção de Arte Contemporânea do Estado: Sofá (2017), da dupla Musa paradisiaca, The Embassy (2011), de Filipa César e Seven Figures with a White Mantle (2011), de Bruno Pacheco. 

Filipa César, The Embassy (2011). Cortesia da artista.

As obras de escultura, vídeo e pintura realizadas por estes artistas são colocadas em relação com o trabalho de fotografia de Nan Goldin e evocam um comentário sobre a profundidade das relações. 

Bruno Pacheco, Seven Figures with a White Mantle (2011). Cortesia do artista.

A exposição fica aberta até o dia 31 de agosto de 2025 e tem a entrada livre para residentes em Portugal, aos domingos até as 14h. 

Joan Miró no Arkas Art Center, na Turquia – uma organização da Fundação Serralves

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Cortesia: Arkas Art Center e Fundação Serralves

Pela primeira vez, apresenta-se no Arkas Art Center, em Esmira, na Turquia, um conjunto de 74 obras de Joan Miró, pertencentes à Coleção de Arte Contemporânea do Estado, cedidas ao Munícipio do Porto e, desde 2017, em depósito na Fundação de Serralves. O conjunto de trabalhos conta com a produção de seis décadas do artista, no período entre 1924 e 1981 e abrange diversos tipos de materiais, técnicas e suportes. 

Cortesia: Arkas Art Center e Fundação Serralves

A exposição Joan Miró: Imagem, Texto e Signo tem a curadoria de Robert Lubar Messeri e chama atenção para a multiplicidade do artista ao exibir pinturas, colagens, esculturas, desenhos e tapeçarias que integram a linguagem de Miró. 

Cortesia: Arkas Art Center e Fundação Serralves

Aberta entre o intervalo de 26 de setembro de 2024 a 9 de fevereiro de 2025, a exposição organizada pela Fundação de Serralves e pelo Arkas Art Center, visa internacionalizar o núcleo de obras da coleção Miró e dar continuidade à pesquisa e divulgação deste importante artista catalão. 

A exposição «PORQUÊ?» no Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco – obras do MNAC e da CACE

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A exposição PORQUÊ? – A arte contemporânea em diálogo com o pensamento de José Saramago foi inaugurada no dia 26 de julho de 2024 no Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco e permanece até ao dia 17 de novembro. Com curadoria de Ana Matos, a exposição coloca em diálogo a obra de 43 artistas com o pensamento de José Saramago a partir de citações de livros, intervenções ou entrevistas concedidas pelo autor. As 45 obras expostas foram produzidas entre 1895 e 2019 e estão divididas em quatro núcleos expositivos: Direitos Humanos, Identidade e Alteridade, Sustentabilidade, e Memória e Palavra. 

Porquê? A Arte Contemporânea em Diálogo com o Pensamento de José Saramago,
Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco © Paulo Martins

A frase “toda a literatura é um palimpsesto”, referida por Saramago numa entrevista realizada na América Latina, foi o que iniciou o processo de curadoria entre as obras de arte e o trabalho literário produzido pelo autor. O termo, que já foi usado para referir um manuscrito em pergaminho que era apagado pelos copistas para que se pudesse escrever novamente, agora também atribui o significado de uma obra que revela traços, por transformação ou por imitação, da obra de outro autor. Para esta curadoria, a expressão é utilizada para evocar um território onde a arte acontece como uma sucessão de camadas de memórias, referências e tempos, que em conjunto fazem coexistir passado, presente e futuro.

Porquê? A Arte Contemporânea em Diálogo com o Pensamento de José Saramago,
Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco © Rui Dias 2024

Representando diferentes gerações e oferecendo expressões e sensibilidades artísticas distintas, a exposição apresenta obras de Adriana Molder, Alberto Carneiro, Alexandre Conefrey, Alexandre Estrela, Álvaro Lapa, Ana Vieira, André Cepeda, António Júlio Duarte, António Pedro, António Sena, Bartolomeu Cid dos Santos, Carlos Nogueira, Catarina Botelho, Daniela Krtsch, Diogo Evangelista, Fernando Brito, Fernando Calhau, Fernando Lemos, Gaëtan, Helena Almeida, Isabel Carvalho, João Leonardo, João Pedro Vale, João Tabarra, João Vieira, Jorge Martins, Jorge Molder, Jorge Vieira, José de Brito, José Maçãs de Carvalho, Júlia Ventura, Júlio Pomar, Júlio Resende, Lourdes Castro, Mafalda Santos, Nikias Skapinakis, Paula Rego, Paulo Nozolino, Pedro A. H. Paixão, Pedro Gomes, Querubim Lapa, Salette Tavares e Vasco Araújo.

Porquê? A Arte Contemporânea em Diálogo com o Pensamento de José Saramago,
Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco © Rui Dias 2024

Mais de 30 obras presentes na mostra fazem parte da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, que juntamente com o Museu Nacional de Arte Contemporânea, a Câmara Municipal de Castelo Branco, o Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco e a Fundação José Saramago contribuíram para a apresentação desta exposição que fica aberta de terça a domingo das 10h às 13h e das 14h às 18h. A entrada é gratuita para estudantes e para o público em geral tem o valor de 3€, com exceção dos domingo e feriados, que tem entrada livre. Séniores de mais de 65 anos e grupos de mais de 12 pessoas pagam 1,5€ por entrada.