«JARRA HUMANA», no MACE, até 31 de dezembro

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A exposição JARRA HUMANA: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, reúne um conjunto muito representativo de obras adquiridas recentemente no âmbito do programa anual de aquisição de arte contemporânea do Estado, no Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE).

Assim, até 31 de dezembro, poderão ser vistas no MACE,  obras de Adriana Proganó, Ana Pérez-Quiroga, Ângela Ferreira, Bruno Zhu, Carla Filipe, Dalila Gonçalves, Daniel Blaufuks, Flávia Vieira, Gabriel Abrantes, Helena Lapas, Hernâni Reis Baptista, Igor Jesus, Inês Zenha, João Pedro Vale + Nuno Alexandre Ferreira, Lea Managil, Lourdes Castro, Luísa Cunha, Maria José Oliveira, Mariana Caló e Francisco Queimadela, Mónica de Miranda, Pedro Huet, Sara Graça, Sónia Almeida, Tomás Cunha Ferreira, Xana. 

Esta exposição tem curadoria de Francisca Portugal e Sandra Vieira Jürgens e o tema proposto foi pensar a nossa relação com os objetos e, partindo das suas múltiplas formas — emocionais, materiais e espaciais —, refletir sobre a sua história, as suas funções, os seus usos e memórias. Com efeito, partindo da proximidade e tensão entre o corpo e os objetos, a proposta curatorial procurou mostrar as divergências e convergências na construção de uma fluidez entre o humano e as coisas, um corpo híbrido, humano-coisa.

Resultado de uma parceria estabelecida entre a Museus e Monumentos de Portugal e a Câmara Municipal de Elvas, JARRA HUMANA, procura interpelar públicos cada vez mais amplos e diversos, expondo as mais recentes gerações de artistas, para a partir das suas obras ampliar as possibilidades narrativas da coleção.

CACE EM AVEIRO, até 22 de setembro

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A Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE) inaugura no dia 13 de julho a exposição IMAGINÁRIO COLETIVO, no Museu de Aveiro/Santa Joana, fruto de uma parceria estabelecida entre a Museus e Monumentos de Portugal e a Câmara Municipal de Aveiro.  

Realizada no âmbito da Aveiro Capital Portuguesa da Cultura 2024, a presente exposição dá continuidade ao programa de circulação da Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE) no território nacional, apresentando um conjunto muito representativo de obras de arte de autores nacionais e internacionais. Estão reunidas obras adquiridas pela Comissão de Aquisição de Arte Contemporânea, no âmbito do programa anual de aquisição de arte contemporânea, que serão exibidas pela primeira vez ao público, e outras pertencentes ao seu acervo, que se encontram em depósito junto de várias instituições e municípios do país.  

IMAGINÁRIO COLETIVO tem a curadoria de Sandra Vieira Jürgens e procura construir um percurso por uma paisagem fictícia em diálogo com o território e em articulação com os conceitos e fios condutores da programação de AVEIRO 2024: Identidade; Democracia; Sustentabilidade; Tecnologia.  

A exposição integra obras de Allan Sekula, Álvaro Lapa, Ana Hatherly, Ana Silva, Andreia Santana, Belén Uriel, Bruce McLean, Carlos Bunga, Claire de Santa Coloma, Cristina Ataíde, Donald Judd, Fernando Calhau, Fernando Lanhas, Graça Pereira Coutinho, Henrique Pavão, Joaquim Bravo, Joaquim Rodrigo, Joana Escoval, João Marçal, João Tabarra, Julião Sarmento, Keith Haring, Lourdes Castro, Luís Lázaro Matos, Luísa Correia Pereira, Manuel Casimiro, Manuela Marques, Maria Trabulo, Matt Mullican, Paula Rego, Paulo Brighenti, Peter Zimmermann, Rigo 23, Rui Horta Pereira, Rui Sanches, Sol LeWitt, Tito Mouraz.

«JARRA HUMANA» no Museu de Arte Contemporânea de Elvas, a partir de 28 de junho

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A CACE participa na FARRA – Festa da Arte em Rede da Região do Alentejo, evento que reúne 30 projetos expositivos, que se expandem por vários locais da cidade de Elvas de 28 de junho a 25 de agosto.

A exposição JARRA HUMANA: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, tem curadoria de Francisca Portugal e Sandra Vieira Jürgens e apresenta-se no Museu de Arte Contemporânea de Elvas com obras de Adriana Proganó, Ana Pérez-Quiroga, Ângela Ferreira, Bruno Zhu, Carla Filipe, Dalila Gonçalves, Daniel Blaufuks, Flávia Vieira, Gabriel Abrantes, Helena Lapas, Hernâni Reis Baptista, Igor Jesus, Inês Zenha, João Pedro Vale + Nuno Alexandre Ferreira, Lea Managil, Lourdes Castro, Luísa Cunha, Maria José Oliveira, Mariana Caló e Francisco Queimadela, Mónica de Miranda, Pedro Huet, Sara Graça, Sónia Almeida, Tomás Cunha Ferreira, Xana. 

Esta exposição apresenta um conjunto muito representativo de obras adquiridas recentemente no âmbito do programa anual de aquisição de arte contemporânea do Estado, que serão exibidas pela primeira vez ao público.

Refletindo sobre a relação de proximidade e tensão entre o corpo e os objetos, a proposta curatorial procura mostrar as divergências e convergências na construção de uma fluidez entre o humano e as coisas, um corpo híbrido, humano-coisa.

«Night for Day» de Emily Wardill inaugura ciclo de vídeo “Pela Liberdade e não por Medo”, no MNAC, até 23 junho

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Night for Day, da artista britânica Emily Wardill, inaugura um ciclo de vídeo denominado Pela Liberdade e não por Medo, realizado no MNAC a partir e em parceria com a Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE).

A CACE e o MNAC participam, deste modo, nas comemorações dos 50 anos da Revolução do 25 de abril de 1974, através do olhar de artistas de diferentes gerações e percursos artísticos sobre um dos momentos mais marcantes e decisivos na nossa história contemporânea. 

Night for Day é um filme que conjuga documentário e ficção. Convoca relações filiais em ambiente revolucionário tecnológico, bem como testemunho pessoal (através das entrevistas a Isabel do Carmo, antifascista e uma das fundadoras do movimento de extrema-esquerda, Brigadas Revolucionárias), e apontamentos de arquitetura utópica modernista (A casa triangular, em Murfacém, Trafaria, da autoria do arquiteto António Teixeira Guerra). Complementando estes registos com a realidade globalizante da sociedade contemporânea portuguesa. 

Uma obra de enorme rigor e qualidade cinematográfica, que convoca com perícia e sentido dialético a história recente de Portugal, contribuindo para a urgente e incessante procura do significado da democracia e da liberdade.

Biografia da artista

Emily Wardill (1977) vive e trabalha em Lisboa, Portugal. A sua prática abrange filme, vídeo, escultura, performance, fotografia e instalação. Tem sido uma investigação contínua sobre a imagem imaginada – o que é, para que tem sido usada e como deixa atrás de si vestígios e estilhaços indeléveis. Isto levou-a de exemplos de entropia a estudos de caso sobre o risco de incêndios atribuídos a atividades paranormais. Viajou de estudos de caso psicanalíticos sobre alucinação negativa para palácios de memória e a sua relação com a visão incolor. Desde o vitral como dispositivo primitivo para comunicar com os analfabetos até à técnica cinematográfica do “dia para a noite” – invertendo-a para refletir sobre a visão tecnológica, o género representado e as utopias imaginadas. O trabalho de Wardill foi exposto na Secession, Viena, Gulbenkian Project Spaces, Lisboa, SMK, Copenhaga, de Appel Arts Centre, Amsterdam List Centre MIT, Boston, The ICA, Londres, XYZ Collective Tokyo, The Biennale of Moving Images Geneva, The Serpentine Gallery, The Hayward Gallery, MUMOK Vienna; e MOCA, Miami. Participou no Berlinalle Forum Expanded e nos festivais de cinema de Nova Iorque e Londres. O seu trabalho foi galardoado com o Jarman Award em 2010, o Leverhulme Award em 2011 e o prémio EMAF em 2021. Participou na 54ª Bienal de Veneza, na 19ª Bienal de Sydney e na GHOST 2565 em 2022. Algumas das coleções internacionais com obras de Wardill são a Tate Britain, o MUMOK Viena, o Museu de Arte Gulbenkian, o Fonds Municipal d’Art Contemporain de la Ville de Genève, a Coleção FRAC Champagne-Ardenne, a Fundação Saastamoinen e a Coleção do Conselho de Artes da Grã-Bretanha, bem como numerosas coleções privadas. É representada por Carlier Gebauer (Berlim) e Altman Siegal (São Francisco).

Curadoria

Emília Tavares e Sandra Vieira Jürgens

EMILY WARDILL [Reino Unido,1977]

Night for Day | 2020

Vídeo, cores, som stereo, 48’

Museu Nacional de Arte Contemporânea

Rua Serpa Pinto 4 | 1200 – 444 Lisboa

«MICROPOLÍTICAS: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado», em Beja, até 27 de julho

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No passado dia 16 de março o Ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva e o Presidente da Câmara Municipal de Beja, Paulo Arsénio, inauguraram a exposição MICROPOLÍTICAS: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado no Centro de Arqueologia e Artes de Beja (CAAB).

Fotografia: Arlindo Homem

Esta mostra, com curadoria de Fernando J. Ribeiro e Sandra Vieira Jürgens, apresenta uma conjugação de práticas artísticas que assentam na ideia de construção de esferas comunitárias, revelando como os artistas tomam posição e abordam questões prementes da sua época, no momento em que se celebram os 50 anos do 25 de abril. Assim, a exposição organiza-se em torno de quatro temáticas, que se vão cruzando em diversos momentos: questões de identidade e género; a relação entre as esferas pública e privada; a interseção entre a política e o trabalho; o colonialismo e a geopolítica.

Fotografia: Arlindo Homem

Reunindo cerca de 30 obras, a mostra dá continuidade ao programa de circulação da CACE no território nacional e apresenta um conjunto alargado de aquisições recentes realizadas pela Comissão de Aquisição de Arte Contemporânea, exibidas pela primeira vez ao público, a par de outras obras pertencentes ao seu acervo, de autores nacionais e internacionais.

Fotografia: Arlindo Homem

Resultado de uma parceria estabelecida entre a Museus e Monumentos de Portugal e a Câmara Municipal de Beja, a exposição conta com a organização e colaboração conjunta do Centro de Arqueologia e Artes de Beja e da CACE.

Fotografia: Arlindo Homem

Com obras de: André Guedes, Ângela Ferreira, António Olaio, Augusto Brázio, Carla Filipe, Carlos Correia, Catarina Simão, Délio Jasse, Edgar Martins, Eugenio Dittborn, Filipa César, Gonçalo Preto, Isabel Cordovil, Jannis Kounellis, João Louro, John Baldessari, Julião Sarmento, Luísa Cunha, Nuno Nunes-Ferreira, Patrícia Almeida, Paula Rego, Paulo Catrica, Pedro Amaral, Pedro Barateiro, Pedro Cabral Santo, René Bertholo, Shirin Neshat, Txomin Badiola

A exposição decorre até 27 de julho de terça a sábado, das 10:00 às 13:00 e das 15:00 às 19:00.

A obra «O Bordel» de Graça Morais está em exposição permanente no Museu do Côa

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A obra O Bordel de Graça Morais foi adquirida pelo Estado em 2023 e está em exposição permanente, no Auditório António Guterres, no Museu do Côa, desde 29 de fevereiro de 2024.

Figura fundamental da pintura contemporânea portuguesa, Graça Morais nasceu na aldeia de Vieiro, no distrito de Bragança, em Trás-os-Montes. Ao longo do seu percurso artístico, de mais de cinquenta anos, a artista elegeu como matérias centrais da sua arte, a ancestralidade, a ligação às raízes e à terra, bem como a continuidade entre o passado antigo, arcaico ou fundacional. Através da sua reinvenção, criou recorrentemente obras e séries de trabalhos que nos que apelam à consideração de um tempo mítico.

Nas suas representações, evoca as memórias e experiências do quotidiano vividas em contacto com a arte popular e a cultura de Trás-os-Montes, bem como cenas que nos remetem para a relação entre a esfera humana e a natural, em que o poder da metamorfose e a hibridização dos corpos, evoca o maravilhoso labirinto da realidade e da imaginação humana. Com efeito, através de ambientes povoados por configurações humanas e animais, criou inúmeras representações marcadas por uma atenção a múltiplas dimensões, sociais e antropológicas, das condições e estados da natureza humana: a guerra, a injustiça social, a condição das mulheres, a fome, a morte.
A obra da artista Graça Morais tem uma assinalável relevância no meio cultural e artístico nacional pela investigação plástica e formal desenvolvida em torno das mais ancestrais formas de arte e por uma prática de criação em superfícies de grandes dimensões. Destacamos, nomeadamente, este conjunto de seis painéis, Bordel, de 1993, criados por Graça Morais para a cenografia do espectáculo “Os Biombos”, de Jean Genet, apresentado pelo Teatro Experimental de Cascais, em 1993, no Teatro Municipal Mirita Casimiro.

Nesta composição pictórica, de grande escala, dinâmica, em tons quentes, a artista convoca um mundo de metamorfose e de transfiguração, firmemente arraigado ao vitalismo presente nas expressões rituais das culturas não ocidentais. Nela conjugam-se diferentes elementos, uma figura feminina no centro da composição, e figuras enigmáticas, mitológicas, que nos remetem para o estado de pulsão e desejos latentes. Conhecidos como “homem-bisonte”, estas figuras que sugerem a dissolução das fronteiras entre o humano e o animal, em seres compostos, constituem uma referência da arte do Paleolítico, que Graça Morais convoca nesta obra. Com efeito, a par do legado clássico da pintura (Picasso), esta é uma referência muito essencial da sua prática artística, um contributo significativo para desenvolver uma via de investigação estética marcada pela tradição e pelo impulso para a inovação e reinvenção da sua linguagem plástica.

«FRESH BREEZE», em Berlim, até 12 de janeiro

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A exposição Fresh Breeze apresenta obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado Português e pretende ser um incentivo à descoberta de um núcleo de obras da mais recente geração de artistas portugueses. Fernão Cruz, Isabel Cordovil, Luís Lázaro Matos e Mariana Gomes, nasceram em Portugal na década de oitenta e noventa e pertencem a uma jovem geração de artistas que desenvolve um trabalho em vários media, a escultura, a fotografia, a pintura e a instalação vídeo.

Vista da inauguração

Através deste conjunto de diferentes autores e tipologias de obras, ensaiamos uma aproximação a diversas práticas, linhas de trabalho, de pensamento e reflexão produzidas por artistas que têm em comum o uso da ironia no tratamento dos seus temas e o apelo ao humor na convocação de certas relações entre as formas plásticas, concretas, físicas e as ideias, num jogo claramente atento ao caráter literal e metafórico das imagens e do discurso.

Endereçando um convite à experiência da dimensão lúdica da arte e ao jogo coletivo, a exposição destaca obras que dialogam com a vida de uma forma próxima, porosa e flexível, sem prescindir, por vezes, de uma abordagem interventiva e crítica na relação com determinadas realidades culturais e sociopolíticas.

Incontornável e com forte presença no espaço da exposição, a peça escultórica de Fernão Cruz, Excalibur (safe place) (2018), apresenta-nos um encontro com um corpo insólito. Transportando-nos para a lendária e mágica história do Rei Artur, esta curiosa figura escultórica, oferece-nos uma visão risível e burlesca do humano. Um objecto que assenta em referências cenográficas e da banda desenhada, com fortes ligações às visões hiperbólicas e desconcertantes do universo infantil.

A ironia convocada na obra deste artista está igualmente presente nas outras peças aqui reunidas. Isabel Cordovil, mostra-nos There won’t be any miracles for us (2020-2021), onde evidencia uma consciência crítica sobre os modelos de autoritarismo de género, religiosos, sociais e estéticos, bem como uma posição de reivindicação sobre a identidade de género e as questões feministas.

Através de uma prática artística que se estende ao desenho, à pintura e ao vídeo, Luís Lázaro Matos apresenta Tomber Dans Le Lac (2018), na qual conjuga elementos cenográficos, sobretudo ambientes delirantes e fantasistas, com a teatralização de diálogos e discursos falados que englobam personagens e figuras próximas da animação e da banda desenhada. Na tela e no vídeo, destaca-se uma moreia, de tratamento híbrido, meio animal, meio humano, que vai expressando a sua história familiar e quotidiana, bem como as suas dúvidas existenciais de uma forma quase poética e muito envolvente.

Neste grupo de obras encontramos também a pintura singular e expressiva de Mariana Gomes, Sem Título (2019), artista que procura contrariar a normalização e a uniformização da prática de pintura, explorando a leveza, a componente lúdica e mais livre dos temas e das formas, em representações fortemente plásticas que conjugam apontamentos e mutações entre a figuração e a abstração. Nesta obra, ganham sobretudo presença as referências à história da pintura, seja da pintura italiana de figuras como Tiepolo, seja do surrealimo onírico, em paisagens e jogos de perspectiva que fazem acentuar o carácter ficcional da prática artística.

Resultante de uma parceria entre a Direção-Geral do Património Cultural e a Embaixada de Portugal em Berlim, esta iniciativa pioneira faz parte do programa de circulação internacional da Coleção de Arte Contemporânea do Estado Português que visa a projeção e internacionalização de artistas portugueses.

Curadoria: Sandra Vieira Jürgens

Local: Kunstraum Botschaft
Zimmerst. 55, 10117 Berlim

«Uma Casa, Teatro do Mundo: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado», até 23 de novembro em Madrid

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© César González / Cultura Portugal España

A inauguração da exposição Uma Casa, Teatro do Mundo teve lugar no dia 20 de setembro em Madrid, na residência Oficial do Embaixador de Portugal em Espanha, no âmbito do projeto Artists join the Embassy.

A exposição comissariada pela Embaixada de Portugal, com curadoria de Sandra Vieira Jürgens, reúne um conjunto representativo de obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado e pretende ser um incentivo à descoberta ou redescoberta de artistas portugueses a trabalhar no domínio da arte contemporânea.

Procurando representar a realidade plural das expressões artísticas, esta mostra reúne obras de novas gerações de artistas e nomes consagrados da arte portuguesa. No desenho ou na pintura, na escultura ou na fotografia, representam-se trajetos diversos da arte. Compreendendo a riqueza visual das imagens e da matéria plástica das obras, bem como o valor da subjetividade e da individualidade dos sujeitos, este núcleo de peças privilegia a identidade, o exercício da auto-representação, a memória, ou mesma a dimensão ficcional e mais enigmática da arte.

© César González / Cultura Portugal España

No espaço de intimidade desta casa pública, num edifício com uma identidade arquitetónica tão forte e plena de história, estas obras convivem com objectos preexistentes, de diferente natureza e dialogam com o ambiente circundante, lembrando as dimensões metafórica, narrativa e simbólica do habitar. Procurando-se um equilíbrio entre espaços de interioridade e exterioridade, a realidade ou o palco do mundo convive aqui com a irrealidade e com o poder transfigurador, ritual e sensível da arte.

© César González / Cultura Portugal España

Resultante de uma parceria com a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), esta exposição dá início a um programa de circulação internacional da Coleção de Arte Contemporânea do Estado e desenvolve-se no âmbito do programa “Cultura Portugal”, uma iniciativa da Embaixada de Portugal em Espanha que visa a projeção e internacionalização de artistas portugueses.

Com obras de: Ana Hatherly, António Olaio, Bruno Pacheco, Carlos Bunga, Daniel Blaufuks, Eugénia Mussa, Pedro Cabrita Reis, Fernanda Fragateiro, Gonçalo Pena, Isabel Simões, Mimi Tavares, Pedro A.H. Paixão, Sónia Almeida, Teresa Dias Coelho, Tiago Baptista.

«NON FINITO: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado», em Castelo Branco, até 3 de setembro

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Fotografia: Ivo Vladimiro/CMCB

No passado dia 16 de junho o Ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva e o Presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, inauguraram a exposição NON FINITO: Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado no Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco (CCCCB). A mostra, com curadoria de Fernando J. Ribeiro, Pedro Portugal e Beatriz Hilário, reúne um conjunto de peças do seu importante acervo bem como as aquisições recentemente integradas na CACE.

Fotografia: Ivo Vladimiro/CMCB

NON FINITO estabelece determinadas relações conceptuais e espaciais entre as suas obras e nela exploram-se ideias como a evasão e a teatralidade, que podem manifestar-se de diferentes formas no trabalho das novas gerações de artistas. Paralelamente, destacamos o recurso comum a um conjunto de procedimentos plásticos como a camuflagem ou a perda de solidez e verticalidade das formas, quer se tratem de figuras humanas, estruturas tectónicas, objetos quotidianos ou elementos naturais.

Esta exposição insere-se na programação expositiva da CACE que apresenta múltiplas seleções de obras e mostras da Coleção em diferentes espaços culturais do país, com o objetivo de chegar a diferentes públicos, geografias e contextos. Resultado de uma parceria estabelecida entre a Direção-Geral do Património Cultural e o Município de Castelo Branco, conta com a organização e colaboração conjunta do Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco e da CACE.

Fotografia: Ivo Vladimiro/CMCB

Com obras de: Adriana Proganó, Alice dos Reis, Allan Sekula, Ana Jotta, Ana Santos, André Príncipe, André Romão, André Sousa, António Poppe, Antoni Tàpies, Arlindo Silva, Bárbara Bulhão, Bruno Zhu, Carlos Noronha Feio, Cindy Sherman, Daniela Krtsch, Didier Fiuza Faustino, Diogo Evangelista, Eugénia Mussa, Fábio Colaço, Helena Almeida, Isabel Simões, Jimmie Durham, Joana Escoval, José Pedro Croft, João Tabarra, Jorge Molder, Lea Managil, Luís Paulo Costa, Mané Pacheco, Michael Biberstein, Miguel Ângelo Rocha, Musa paradisiaca, Nikolai Nekh, Paula Rego, Pedro Henriques, Pedro Vaz, Priscila Fernandes, Rita Sobral Campos, Robert Mapplethorpe, Rosa Carvalho, Ruy Leitão, Salette Tavares, Susanne S. D. Themlitz, Teresa Dias Coelho, Tito Mouraz, Valter Vinagre, Yonamine.

A exposição decorre até 3 de setembro, de terça a domingo, das 10:00 às 13:00 e das 14:00 às 18:00.

Peça de João Ferro Martins em exposição

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Composição Conjugal, 2013. Fotografia: Jorge das Neves

Fenda é uma mostra coletiva, patente na Fundação Eugénio de Almeida, em Évora, que pretende apresentar os diferentes pontos de vistas das relações que são estabelecidas pela sociedade e pela arte face à pobreza.

Num mesmo espaço, são apresentadas peças históricas e obras de artistas contemporâneos, sendo o objetivo o estabelecimento de ligações e cruzamentos entre elas. Deste modo é desenvolvida uma narrativa complexa sobre o tema e que percorre todos os contextos e épocas históricas. Em perspectiva está o entendimento daquilo que vem sendo as problemáticas sociais, as dificuldades que isso acarreta e as consequências artísticas que provoca.

Com curadoria de Joaquim Oliveira Caetano e Francisca Portugal, esta exposição integra a obra Composição Conjugal (2013), do artista João Ferro Martins, adquirida pela Comissão de Aquisição de Arte Contemporânea em 2022, e que pertence agora ao acervo da CACE.

Composição Conjugal, consiste na justaposição de diversos materiais em estado bruto, ostentando a aparência geral de um piano. Tendo sido um instrumento símbolo de uma cultura e de uma época, ele é aqui completamente desmistificado e despido da sua aparente funcionalidade.